Um iminente risco de desabamento aflige os funcionários de uma distribuidora de livros, no bairro de Batista Campos. Isso é o que diz o laudo do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, solicitado pela empresa. Rachaduras que começam no início da parede e quase chegam ao teto. Visivelmente trincada, com fissuras salientes e estalos constantes. Já há duas escoras de ferro fixadas na parede, na tentativa de retardar a siuação.
Segundo a direção da empresa, as rachaduras são provenientes de uma residência que estaria tombando, ao lado dela. O problema começou no final de agosto, segundo a Gerente Administrativo Financeira da Distribuidora, Silvia Magnenti. “Final de junho nos mudamos para esse prédio, fizemos uma reforma e no final de agosto começamos a notar as rachaduras. Fizemos um Boletim de Ocorrência, chamamos os Bombeiros que nos disseram para fazer uma perícia. Solicitamos para o ‘Renato Chaves’ e o laudo disse que vai desabar. O engenheiro viu a casa que é aqui do lado está tombando em cima da gente e o laudo deixa claro que o motivo do nosso risco é externo”, relata.
No laudo, o perito descreve o problema. “A presença de danos na parede lateral direita, limítrofe ao imóvel, localizado na área do depósito, apresentando rachaduras, fissuras e trincas provenientes da ação externa no sentido de fora para dentro exercendo esforço na parede do imóvel, provocando o deslocamento da estrutura (pilares e vigas)”.
A gerente garante que há disposição em comprar a casa para resolver o problema. “A gente até compraria a casa, mas não podemos pagar o que eles estão pedindo. É um terreno pequeno”, acrescenta.
Para a família que mora na casa que estaria provocando os danos na distribuidora, a história é um pouco diferente. Segundo a dona de casa, Luizete Lima, o problema não está na residência dela. “A minha casa tombou, sim, há uns anos, quando começaram uma obra aqui na frente, o bate estaca fez isso. Mas a parede que eles dizem que vai desabar na empresa, aqui em casa não tem nenhuma rachadura.
Eu tenho onde o bate estaca danificou. Na época a empresa dessa primeira construção veio aqui, nos deram umas lajotas, disseram que iam avaliar a casa para comprar, mas não voltaram”, conta.
Ela acredita que o problema está na reforma que a distribuidora fez. “Eles aumentaram a altura do teto deles, que antes era da altura do meu, foi quando começou a dar problema. Eles vieram aqui e estão querendo comprar o imóvel, mas pagando apenas R$ 50 mil e com esse dinheiro eu não compro casa por aqui e eu não vou me mudar para longe. A gente pediu R$ 80 mil”, afirma.
Ela informou que também já solicitou uma perícia técnica em sua casa e que agora só aguarda o laudo.
(Diário do Pará)
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