Independente de possíveis dúvidas por parte das crianças, a fila que leva em direção à poltrona do Papai Noel num shopping da cidade não passa um minuto vazia. Aos sábados, o bom velhinho chega a receber 800 crianças, em aproximadamente doze horas. Seja no colo dos pais ou com os pés firmes no chão, crianças de todos os tamanhos enfrentam qualquer espera para conversar um pouco e tirar uma foto com o bom velhinho.
Aos 42 anos de idade, a autônoma Leila Baia não vê problema em explicar o que lhe levou a tirar uma foto com o senhor sentado entre lojas e enfeites natalinos. “Eu acredito, sim, em Papai Noel. Acredito muito”, garante sorridente, depois do abraço apertado. “É muito importante manter essa fantasia viva na gente. Eu nunca deixei de acreditar que o Papai Noel existe”.
Sem negar a importância de manter vivo o espírito natalino, para a psicóloga Niamey Vranhei, mais do que a crença no Papai Noel, o importante é mostrar à criança o que o personagem representa. “É importante apresentar para criança essa mensagem de troca, como a representação natalina, que simboliza a confraternização. O mais importante é a mensagem do que o Papai Noel representa e não o personagem em si”.
Segundo Niamey, para os pais, não há o melhor momento para desconstruir a imagem do bom velhinho. O ideal é que a criança tire suas próprias conclusões. “Isso acontece naturalmente. As crianças percebem sem precisar de explicação”, ensina.
(Diário do Pará)
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