A partir de 2013, o Laboratório Central do Estado (Lacen) passará a receber do Fator de Incentivo para Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Finlacen) R$ 4,2 milhões ao ano. Essa é uma das vantagens que o Lacen terá por ter passado do nível A para E, em Sistema de Gestão da Qualidade, atingindo assim, o nível mais elevado na avaliação do Ministério da Saúde (MS). Isso representa mais recursos para investimentos e ampliação de serviços e melhor qualidade no atendimento à população.
Para o diretor do Lacen, Licínio Lira, essa elevação de nível pelo MS é um reconhecimento pelo trabalho na qualidade dos serviços prestados à população do Pará. “É algo novo para nós, mas que já vinha sendo buscado há algum tempo. Em dois anos, conseguimos mexer em toda a estrutura, em serviços, logística, técnica e planejamento, inclusive, melhorando e agilizando o resultado dos exames para a população”, relatou o diretor do Lacen. “Hoje, o tempo de entrega é mais rápido e imediato por meio de sistema on line”, acrescentou.
Conforme Licínio, os recursos de incentivo vão passar de R$ 1,8 milhão ao ano para R$ 4,2 milhões. “Com este aumento, o Lacen terá condições de investir na aquisição de novos equipamentos, capacitações e ampliar o laboratório para implantação de diagnósticos utilizando a biologia molecular para todos os vírus respiratórios, dengue e meningite”, informou.
No resultado final, o Pará alcançou o nível E, juntamente com os estados do Mato Grosso do Sul, Amazonas, Piauí, Ceará, Paraná, Minas Gerais e Bahia. Alguns estados caíram de nível, como Alagoas, que fez o caminho inverso e desceu de E para A.
Helio Franco disse que o Lacen é uma das peças mais importantes na Vigilância em Saúde, em Vigilância Sanitária, Epidemiológica e Ambiental. “Ele define com eficácia tudo aquilo que precisamos do ponto de vista técnico para tomarmos decisões. É fundamental, por exemplo, para análise da qualidade da água, dos alimentos e dos medicamentos. Há uma série de exames importantíssimos para monitorar a questão da saúde que precisa ter um ambiente confiável. Hoje o Lacen está nessa condição e é preciso manter-se nesse nível”, afirmou.
(Diário do Pará)
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