A proibição da fabricação e venda de álcool líquido passou a valer ontem, quando a Resolução RDC 46/02, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proíbe a fabricação e a venda do álcool etílico de alta graduação - acima de 54° GL ou 46,3° INPM, voltou a vigorar, depois de uma batalha judicial entre governo e fabricantes. O produto deve ser substituído pelo álcool em gel.
A resolução foi reconhecida como legal pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em agosto do ano passado, mas a Anvisa concedeu um prazo de seis meses, encerrado anteontem, para a adequação. A medida tem como objetivo reduzir o número de acidentes e queimaduras geradas pelo álcool líquido, além da ingestão acidental, principalmente entre as crianças.
Os consumidores paraenses estão divididos em relação à proibição. “Se é para a segurança das pessoas é válido com certeza”, opina o policial militar, Mário Cavalcante. A administradora Andreia Cruz também concorda. Ela diz que “quando se trata de criança todo cuidado é pouco”. Entre outras vantagens do álcool em gel ela diz que “é mais higiênico, prático e seguro”.
Já o odontólogo Marcelo Quintairos reclamou da proibição, que pode dificultar a compra do álcool que ele usa para a produção de próteses dentárias. “Vai ficar um pouco complicado para um profissional como eu que precisa de álcool para trabalhar. Vou encontrar onde?”.
A dona de casa Glauciane Nagashima também é contra a medida. “Não concordo, depende da mãe, da proteção e do cuidado com os filhos”, argumenta. A norma permite o álcool líquido somente em pequenas embalagens, mas uma substância desnaturante que o torna intragável será acrescentado ao produto.
Em nota divulgada, no último dia 24, a Associação Brasileira dos Produtores e Envasadores de Álcool, afirma que “é falsa a informação” da proibição. Segundo a associação, a questão judicial está em julgamento e a decisão que determina a proibição do comércio do álcool líquido está embargada, com pedido de vistas feito pelo desembargador Federal Carlos Alves.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar