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Alunos protestam na escola Paulo Maranhão

Infiltrações no teto, matagal, piso e banheiros deteriorados. A impressão é de que o local está abandonado há anos, mas é o ambiente escolar de centenas de alunos da escola estadual Paulo Maranhão, no bairro do Guamá. Indignados com a situação, ele

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Infiltrações no teto, matagal, piso e banheiros deteriorados. A impressão é de que o local está abandonado há anos, mas é o ambiente escolar de centenas de alunos da escola estadual Paulo Maranhão, no bairro do Guamá.

Indignados com a situação, eles protestaram ontem pela manhã com uma caminhada. Eles também reclamavam do afastamento da ex-diretora da escola, Margareth Leite. Alegam que ela saiu do cargo por buscar melhorias para o local. “Ela (diretora) quer o melhor para a gente. Não teriam motivos para tirá-la, foi prejudicada por tentar ajudar os alunos. Estamos sem diretora no momento”, disse Pâmela Souza, aluna da 8ª série.

Os problemas estruturais da escola também representam um problema. Estão por toda a parte, desde os banheiros até as salas de aula. Em dias de chuva, os alunos convivem com as goteiras e alagamentos. No teto e paredes, as marcas das infiltrações são visíveis. “A situação aqui é crítica. Alaga nas salas de aula e somos obrigados a assistir aula assim mesmo”, conta a estudante Karina Nascimento, da 6ª série.

A falta de cobertura da quadra de esportes é outra reclamação. Segundo eles, é difícil participar das aulas com o sol forte. “Não dá para fazer nada, até queima o pé. E quando acaba a aula, temos que comprar água porque não dá para beber a daqui”, afirma Karina. O auditório foi interditado. “O Corpo de Bombeiros já condenou o auditório, não tem a menor condição. Isso é uma tragédia anunciada”, diz o professor Francisco Oliveira.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que a ex-diretora da escola “responde a processo administrativo por possíveis irregularidades encontradas durante sua administração”. Sobre a reforma da escola, a Seduc informa, que está em processo de licitação e a obra, no valor de R$ 655.729,10, deve iniciar em 45 dias.

(Diário do Pará)

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