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Diretor do IML explica identificação das vítimas

Familiares das vítimas do acidente com o avião bimotor, de prefixo PT-VAQ, modelo 821-Carajás, que caiu na noite da última terça-feira (12), por volta das 20h30, em Monte Dourado, distrito de Almeirim, foram recebidos nesta quinta-feira (14) por Orlando S

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Familiares das vítimas do acidente com o avião bimotor, de prefixo PT-VAQ, modelo 821-Carajás, que caiu na noite da última terça-feira (12), por volta das 20h30, em Monte Dourado, distrito de Almeirim, foram recebidos nesta quinta-feira (14) por Orlando Salgado, diretor geral do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves.

Eles foram trazidos a Belém para que o CPC pudesse iniciar o processo de identificação e posterior liberação dos corpos das vítimas. Representantes da empresa Cesbe Engenharia e Empreendimentos e da Fretax acompanharam todo o trabalho realizado com os familiares.

Os trabalhos do CPC iniciaram por volta das 10 horas desta quinta-feira, quando uma equipe composta por três médicos legistas, três peritos criminais especialistas em DNA Forense, três peritos odontolegistas e auxiliares técnicos, iniciou o processo de avaliação para a coleta de material biológico dos corpos carbonizados.

Segundo Orlando Salgado, que é perito criminal, os especialistas vão coletar fragmentos, como sangue, tecidos musculares, cartilagens, dentes e até pedaços de ossos, para as análises. O trabalho será minucioso.

O diretor geral do CPC ressaltou que será preciso ter paciência para que as análises sejam concluídas com 100% de segurança. “Reunimos as famílias antes das coletas para esclarecer as reais condições dos corpos. O acidente foi de proporções gigantescas, e os corpos foram encontrados em alto grau de carbonização, o que deve prejudicar a coleta de material e as análises por meio de DNA”, explicou Orlando Salgado.

Todo o material será periciado por profissionais do Laboratório Forense do CPC, na ala onde fica o setor responsável pelas perícias de DNA. Após descobrir o perfil genético das vítimas e dos familiares, os peritos confrontarão as informações e farão a parte legal, que envolve o preenchimento de documentação e a liberação dos corpos.

Na reunião com os familiares, Orlando Salgado expressou o pesar, em nome do governo do Estado, e explicou que o Centro de Perícias utilizará toda a tecnologia disponível para acelerar as análises e liberar todos os corpos, no prazo mínimo de um mês. O CPC só divulgará os nomes das vítimas do acidente quando forem identificadas e liberadas aos familiares. (Agência Pará)

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