Cerca de 200 ciclistas participaram, ontem à noite, de uma bicicletada em protesto contra a morte do ciclista Silvio Roberto Gomes Sousa,30, que foi atropelado por um ônibus, na avenida Doca de Souza Franco com Senador Lemos, no último dia 22, quando trafegava na ciclofaixa.
Os ciclistas fecharam a avenida Doca de Sousa Franco, por alguns minutos, tempo em que permaneceram deitados no chão, no local onde Silvio foi atropelado. O protesto chamou a atenção dos pedestres e motoristas, que foram obrigados e tomar um desvio. Motoristas de ônibus passavam buzinando.
“A ciclovia da Doca virou um estacionamento de carros. Nós queremos educação no trânsito tanto por parte dos motoristas como dos ciclistas”, afirmou o microempresário Jones Roberto Rabelo, do grupo Esquadrão de Aventura Ratos de Trilha (Eart-Night) que promove passeios ciclísticos noturnos pela cidade há seis anos.
O arquiteto Murilo Rodrigues, do movimento Bicicletada, disse que há “um descaso generalizado” e que é preciso haver “respeito mútuo entre motoristas e ciclistas”.
Os guardas de trânsito, segundo ele, só ligam para os carros e nem exigem que os motoristas mantenham a distância mínima de um metro e meio dos ciclistas, conforme o Código de Trânsito.
O professor Jeferson Duarte disse que a alegação dos motoristas de ônibus de que não dá para fazer a curva no local sem invadir a ciclofaixa “é mentira, porque eu tenho um veículo grande e costumo fazer aquela curva sem invadir a ciclovia”.
A Bicicletada é um movimento sem líderes inspirada na Massa Crítica, ou Critical Mass, uma “coincidência organizada” que começou nas ruas de São Francisco, nos Estados Unidos, no início dos anos 90, chegou a São Paulo em 2002 e rapidamente se espalhou pelo país com a ajuda da internet.
(Diário do Pará)
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