Um grupo de catadores do lixão do Aurá, em Belém, continua fechando o aterro sanitário nesta sexta-feira (5), em protesto para pedir o fim das atividades na área, em agosto de 2014. A manifestação iniciou-se na tarde de ontem (4) e segue tensa até o momento. Segundo os catadores, desde o início da mobilização há confrontos com a Polícia Militar e a Guarda Municipal de Belém (GMB), que tentam desbloquear o portão de acesso do local. Ainda de acordo com os manifestantes, um catador já foi preso e outros estariam feridos, devido à ação policial.
A revolta dos catadores é com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado na quarta-feira (3) pelos prefeitos de Belém, Ananindeua e Marituba e pelo Ministério Público (MP). O TAC propõe o ordenamento no tratamento e manejo e dos resíduos sólidos. Sem licença ambiental há 22 anos, o lixão deve fechar ano que vem. , conforme determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Nenhum caminhão de lixo entra na área desde o início do protesto, porque os catadores exigem a presença do prefeito Zenaldo Coutinho para esclarecer as alterações. Segundo uma integrante da comissão dos catadores, Maria Alice Costa, a classe tem uma proposta para apresentar à prefeitura de Belém. “O TAC foi assinado sem a presença de nenhum representante nosso. Ontem nós ficamos aqui até de madrugada. A polícia jogou spray de pimenta. Eles estão invadindo agora. Está havendo confronto. Um catador já foi preso”, disse, Alice, por telefone, bastante nervosa.
Mas, segundo a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), os catadores do lixão do Aurá receberam uma cópia do (TAC). O TAC prevê vários compromissos da Prefeitura de Belém para beneficiar diretamente os trabalhadores do aterro sanitário, com metas para atendimento social e cadastro das famílias que serão incluídas em projetos assistenciais da gestão.
Cerca de 2 mil catadores trabalharam no Aurá em vários serviços, entre triagem, carregador e carroceiro. “Mais de duas mil famílias dependem dessa renda. Catador nunca foi respeitado, nunca foi ouvido”, reclama Maria Alice.
A qualquer momento mais informações sobre a manifestação.
(Jorge Luís Rodrigues/DOL)
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