A paciente Betina Valente, 20, passou mais de 24 horas sofrendo com dores, e com o filho morto no ventre em um leito da Maternidade Municipal de Tucuruí, que funciona dentro do Hospital Regional de Média e Alta Complexidade de Tucuruí. Por volta das 2h de segunda-feira (22), Betina Valente, grávida de nove meses, foi atendida na Maternidade Municipal pela enfermeira de plantão, que constatou que ela já estava pronta para o parto. Em função da falta de médico, Betina teve que aguardar até às 8h, quando chegaria o plantonista para realizar o parto.
A paciente passou a madrugada sofrendo com dores. Às 8h30, foi levada para uma ultrassonografia, quando foi constatado o óbito do bebê ainda em seu útero. Ele teria morrido por “sofrimento fetal mecônio, em função da passagem do líquido amniótico”. A morte do bebê foi provocada por que ele teria passado da hora de nascer. A família aponta negligência.
Para retirar o beê, a paciente sofreu por mais de 24 horas com muitas dores. E o pior, a Maternidade da Prefeitura de Tucuruí não teria o medicamento Misoprostol (Cytotec), utilizado para acelerar a dilatação do colo do útero para que a criança fosse expelida. Só à noite, por volta das 23h, houve a realização do parto. Segundo os familiares de Betina, dentro da maternidade as pacientes são obrigadas a conviver inclusive com os gatos que passeiam pelo hospital.
Há três anos a ala do Hospital Regional de Tucuruí foi disponibilizada à Prefeitura, para funcionar como Maternidade, que passa por reformas que ainda não terminaram. A reportagem ligou para a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde, mas não foi atendida..
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