Duas crianças de apenas sete meses estavam internadas no Hospital e Maternidade Modelo de Ananindeua, na Cidade Nova 3, desde o último sábado (4), e aguardavam um leito em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Maria Vitória da Silva Pinheiro e sua irmã gêmea Maria Clara apresentam um quadro grave de pneumonia e a família disse ter sido informada de que não havia vagas nos hospitais que atendem o plano que é pago pela família e que houve descaso com a situação das crianças.
Laise Félix, mãe das gêmeas, conta que as duas foram diagnosticadas com virose. “Todo dia troca de médico, todo dia é um antibiótico diferente. O médico só veio olhar ela porque a minha cunhada foi atrás dele pelo hospital. Quando ele viu que ela tava quase morrendo é que se desesperou e de repente já diagnosticou que ela estava com pneumonia”, relata.
Havia, portanto, a necessidade de intubação. “Desde quando a criança chega, informamos que aqui não há estrutura para isso. Ela precisa ser intubada com urgência; a irmã, apesar de um quadro um pouco melhor, também precisa de transferência”, declarou a pediatra Mirna Santos.
Ainda de acordo com a médica, por se tratar de uma paciente atendida pelo PAS/Iasep (Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará), a transferência só é autorizada quando há leito disponível em outro hospital que atenda a rede. Porém, a família estava indignada. “Diagnosticaram errado, deram medicação errada”, afirmou Laise.
Foi somente por volta das 17h de ontem que veio o alívio. Depois da mobilização e presença da equipe do DIÁRIO e de duas viaturas da Polícia Militar, a direção do hospital contatou o Iasep, que entrou em contato com os hospitais de Belém na busca dos leitos de UTI. A primeira bebê foi internada na UTI do Hospital Mamaray, às 10h, e a segunda criança, às 17h, no mesmo hospital.
(Diário do Pará)
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