A Federação Nacional de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) e o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado do Pará (Sindcombustíveis) informaram ontem que o litro do óleo diesel vai ser vendido pelas distribuidoras aos postos com um reajuste de R$ R$ 0,025.
Segundo o presidente do sindicato, Ovídio Gasparetto os dois outros aumentos praticados este ano acabaram sendo repassados ao consumidor na maioria dos postos. Neste último reajuste, dependendo de como o posto se encontra no mercado, poderá ocorrer o repasse novamente.
Para Ovídio Gasparetto, não há como saber a partir de quando começará a vigorar o novo valor. “O preço não é tabelado, então vai depender de cada posto e como ele se encontra no mercado. Pode ser que ele (posto) repasse o valor para o consumidor e pode ser que não”.
O aumento pegou o Sindcombustíveis de surpresa porque não foi anunciado pelo governo federal e porque já havia ocorrido em março um acréscimo de 5%. “Fomos pegos de surpresa. Na verdade não sabemos explicar o motivo do aumento, somente que dormimos com uma tabela de preço e acordamos com outra”, declara Gasparetto.
Segundo o comunicado das companhias distribuidoras que fornecem os combustíveis aos postos, a alta seria decorrente de uma elevação aplicada pela Petrobras. Contudo, o presidente não soube explicar qual a razão do acréscimo pela refinaria.
A alta ocorreu nacionalmente para o tipo de diesel denominado S10, que tem baixo teor de enxofre, e prejudicou as cidades de Recife, Fortaleza e Belém, que são obrigadas a comercializarem somente este tipo de diesel.
“O reajuste para a Região Metropolitana de Belém é prejudicial porque, obrigatoriamente, só podemos comercializar o S10. Em Curitiba, por exemplo, há o S10 e o S1800 que é mais barato, e que proporcional para o consumidor outra opção”.
TIPO
Gasparetto explica que até dezembro de 2009 era comercializado na capital paraense o diesel S500 e o S1800. A partir de dezembro de 2010, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) escolheu de forma aleatória as três cidades para venderem apenas um tipo de diesel, na época era o S50, que mudou em janeiro de 2013 para o S10.
O presidente do Sindcombustíveis relata que este é o terceiro reajuste do produto. “O governo não nos comunicou deste reajuste, temos o combustível mais moderno, mas que onera os bolsos dos consumidores e dos postos”, afirma.
Efeito dominó do reajuste no Pará
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no final de janeiro o governo federal autorizou um aumento nas refinarias de 5,4% para o diesel. O segundo aumento foi de 5% em março. Com isso, o reajuste médio no preço do combustível acumulado no Pará nos dois primeiros aumentos chegou a 11%. A previsão do Dieese é que a inflação deverá girar de 3,15% a 3,20% neste período.
Para o paraense, o acréscimo no preço do óleo diesel terá um efeito dominó, segundo o Dieese, atingindo toda a economia do Estado. O órgão aponta que no caso do Pará, o grande complicador é na importação de produtos básicos que chegam à mesa do paraense. Como a maioria das importações destes produtos vem por meio de transporte rodoviário, o aumento do frete deverá ser imediatamente repassado para o consumidor final.
Além do aumento que provavelmente terá na cesta básica, o reajuste também pode ser usado como justificativa para um possível pedido de reajuste nos preços das passagens de ônibus.
(Diário do Pará)
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