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Suruís denunciam descasos e fecham hoje a BR-153

A onda de protestos indígenas na região de Marabá, sudeste do Estado, prossegue hoje com a interdição da rodovia BR-153, na altura da aldeia dos índios Suruí, município de São Domingos do Araguaia. Os protestos começaram na sexta, quando a BR-222, que dá

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A onda de protestos indígenas na região de Marabá, sudeste do Estado, prossegue hoje com a interdição da rodovia BR-153, na altura da aldeia dos índios Suruí, município de São Domingos do Araguaia. Os protestos começaram na sexta, quando a BR-222, que dá acesso à aldeia Mãe Maria, em Bom Jesus do Tocantins, foi ocupada durante todo o dia.

Ontem lideranças indígenas se reuniram para coordenar novos protestos, com ocupação dos polos de saúde indígena de Marabá, Tucuruí e Paragominas. Mas os detalhes só serão revelados nesta segunda, explicou Ubirajara Nazareno Sompré, vereador de Marabá e um dos líderes indígenas. Embora tenham comentado a possibilidade de ocupar também a Estrada de Ferro Carajás, Ubirajara diz que, por enquanto, isso está fora dos planos.

MOTIVOS

Índios de 36 aldeias de vários municípios paraenses estão insatisfeitos com o desempenho da coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá-Tocantins, Danielle Cavalcante, e querem a saída imediata dela.

Os caciques afirmam que antes os recursos destinados à saúde indígena eram bem menores (R$ 5 milhões ao ano) do que agora (R$ 13 milhões). Mesmo assim, o atendimento não está chegando a quem precisa.

Segundo os indígenas, Danielle não prestou conta dos recursos destinados à saúde indígena nessas aldeias, que agora estão sem médicos e sem dentistas para o atendimento das comunidades.

Mesmo com mais recursos, alguns benefícios foram suspensos. É ocaso do serviço de transporte aéreo para os índios Xikrin do Kateté, na região de Carajás, município de Parauapebas. Como eles vivem em área de difícil acesso, o transporte aéreo é imprescindível para pacientes em estado grave.

Revoltados, os indígenas já estiveram em Belém e até em Brasília (DF), para pedir a exoneração de Danielle Cavalcante, mas não conseguiram. Por isso, resolveram intensificar as ações de protesto.

Por enquanto, a Secretaria Especial de Atenção à Saúde Indígena (vinculada ao MS) ainda não se manifestou sobre o caso.

(Diário do Pará)

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