Uma guarnição composta por seis homens, comandados pelo tenente Marcos Veloso, lutou por cerca de meia hora e depois de algumas picadas conseguiu livrar os moradores da passagem Marinho, na rua Augusto Correa, no bairro do Guamá, de uma colmeia de abelhas que vinha infernizando a vida deles há cerca de seis meses. Invertendo as coisas, desta vez, em vez de água, os bombeiros usaram fogo.
A abelhas tinham se localizado dentro de uma antiga caixa de som de um sistema de propaganda de poste que ficava bem em cima da casa de número 2225, onde mora o açougueiro José Ribeiro dos Santos, 55. Segundo ele, as abelhas chegaram há mais ou menos seis meses, mas só há dois meses “elas começaram a atacar por causa do mel”.
Cansado de levar picadas praticamente todos os dias (“levei milhões de picadas”), ele chamou os Bombeiros, mas esbarrou na burocracia. Os Bombeiros só podiam fazer o trabalho se a Celpa desligasse a energia no local. Quando a Celpa ia ao local os Bombeiros não iam e quando estes iam era a Celpa que não ia. Foram dois meses de lutas e ferroadas até que ontem, finalmente, Celpa e Bombeiros chegaram juntos.
A vizinha, a dona de casa Creusa dos Santos, 60, conta que também sofreu muitas ferroadas. “As crianças jogavam pedras e elas se agitavam”. O tenente Marcos Veloso explicou que os Bombeiros preferem retirar as abelhas de noite porque elas ficam menos agressivas.
(Diário do Pará)
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