Seis meses. Em condições normais, esse pode ser o período esperado por uma família para levar um filho para casa. Mito entre muitas pessoas que já pensaram em adotar uma criança, a demora para a finalização do processo de adoção foi um dos temas desmistificados durante a ação que celebrou o Dia Nacional da Adoção, na manhã do último sábado, na Praça Batista Campos.
Segundo o titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude, Paulo Jussara, a ideia do evento era esclarecer a população e incentivar a adoção. “É uma campanha nacional que visa esclarecer que a adoção é um processo fácil e descomplicado. Em condições normais, o processo de adoção pode durar apenas seis meses”, apontou, ao lembrar que o Estado ainda enfrenta o problema da preferência de adoção apenas por crianças pequenas.
“Temos crianças em disponibilidade de várias idades e muitas maiores de dois anos. Mas ainda temos aquele problema de só quererem adotar crianças de zero a dois anos. Hoje temos cerca de 20 crianças em disponibilidade para a adoção de zero a dois anos e cerca de 50 de outras idades”.
Dona do Lar Acolhedor Tia Socorro há 26 anos, Socorro Pinheiro conhece bem a realidade das crianças que aguardam pela oportunidade de terem uma família. Responsável pelo acolhimento de 35 crianças atualmente, ela nunca se esquece da felicidade estampada no rosto de cada criança do Lar que já foi adotada.
“O que a gente clama é que olhem para os maiores. Os adolescentes também têm o sonho de serem adotados. Eles também podem ter uma família, também podem ter alguém”, destaca. “A dificuldade que todos os abrigos enfrentam é a de as pessoas só quererem bebês, mas as crianças de 9, 10 anos também são maravilhosas”.
AMOR
Segundo o promotor de Justiça da Infância e Juventude do Ministério Público, Roberto Souza, o essencial para que se possa realizar a adoção de uma criança é que haja amor. “A adoção, mais que um instituto jurídico, é um ato de amor e esse ato tem que ser regulamentado para não ocorrerem situações adversas”. O promotor diz que as adoções podem ser feitas individualmente ou por um casal, independente de serem hétero ou homoafetivos.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar