O juiz da 10ª Vara de Ananindeua, Raimundo Rodrigues Santana, confirmou nesta quinta, 27, que os cinco pedidos de candidatura feitos às novas eleições para a Prefeitura de Marituba já foram devolvidas pelo Ministério Público para sua apreciação. Ele afirmou ainda que até o dia 1º de julho, segunda-feira, anunciará quais os processos deferidos e indeferidos. A eleição está marcada para o dia 4 de agosto e, de acordo com o magistrado, outras ações para viabilizar o processo eleitoral, como escolha de mesários e outros, já estão em curso.
Mário Filho, do PSD, eleito em 2012 e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enquadrado na Lei da Ficha Limpa e tornado inelegível em maio desse ano, é um dos que deu entrada no registro de candidatura para a nova eleição, e já consta contra ele no Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Pará (TRE-PA) um pedido de impugnação feito pelo PSol e pela coligação União Por Respeito a Marituba (PMDB / PHS/ PSL / PSC / PP / PT / PTB) que pediu o registro da candidatura de Elivan Faustino, do PMDB. Roberto Luiz Amaral da Costa, do PR, outro aspirante a candidato, por sua vez, impetrou pedido de impugnação contra a candidatura do peemedebista.
A coligação de Mário Filho, Marituba Faz Justiça (PSD / PRB / PDT / PPS / DEM / PTC / PSB / PC do B), entrou com pedido de impugnação contra a coligação União Por Respeito a Marituba, e contra os que tentam ser candidatos a prefeito e vice pela chapa, Faustino e pastor Donis (PTB). O juiz Raimundo Santana também tem em mãos os pedidos de candidatura de Adelino Bessa, do PSol, e de Adolf Frederico Rettelbusch, o Fred, do PV.
No dia 2 de maio último, em acórdão divulgado pelo Diário de Justiça da União o TSE autorizou o TRE-PA a convocar novas eleições no município, já que constam contra Mário Filho contas de campanha julgadas e não prestadas, assim como a falta de quitação eleitoral.
Ele foi o primeiro colocado na eleição de outubro passado, com 27.486 votos (52% dos votos), mas concorreu ao pleito subjudice, já que seu registro estava impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral, que considerou os votos inválidos. Os custos do novo pleito aos cofres públicos deve chegar aos R$ 150 mil.
(Diário do Pará)
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