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População fecha duas rodovias em Bragança

Moradores de Bragança interditaram a BR-308, às 07h de ontem, 20, na ponte do Sapucaia, onde passaram A noite, e permanecerão até que tenham uma definição acerca de suas reivindicações: a recuperação da PA-462, que liga as comunidades do Patal a Araí, e t

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Moradores de Bragança interditaram a BR-308, às 07h de ontem, 20, na ponte do Sapucaia, onde passaram A noite, e permanecerão até que tenham uma definição acerca de suas reivindicações: a recuperação da PA-462, que liga as comunidades do Patal a Araí, e também da BR-308, no trecho que vai do Engenho, até Viseu.

Os manifestantes impediram a passagem de veículos durante o dia inteiro, queimando pneus e galhos de árvores, sem que houvesse resposta dos órgãos competentes, até à noite. Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o comandante da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar (5ª CIPM), major Rui Miranda, foram ao local orientar para que a manifestação se mantivesse pacífica e também que não queimassem mais pneus, para não estragar o asfalto. “A pista pode ser interditada sem causar danos”, argumentou o capitão.

O agente da PRF, Douglas, foi o responsável em encaminhar as reivindicações dos manifestantes, composta por moradores de Viseu e Augusto Corrêa, que, enquanto explanavam o descontentamento com as condições das estradas, enumeravam danos sofridos em consequência da falta de manutenção das vias, tais como: assaltos e acidentes que resultaram em mortes; prejuízos para a produção agrícola; dificuldades de acesso à escola; além do estrago que causa aos veículos. “Tem cabimento eu pagar mais de 600 reais de IPVA e ter minha moto acabada por causa dessa estrada? Quem quer comprar uma moto ou um carro de um morador de Viseu?”, questionou o agricultor Sousanor Maia Filho, morador da comunidade de Açaiteua.

José Américo é técnico de uma companhia de telefonia celular, mora em Bragança, presta assistência na região e ontem foi impedido de chegar ao Araí, por conta da manifestação. Ele falou a reportagem sobre as dificuldades que enfrenta. “A cada dia se torna mais difícil trafegar na PA-462, onde os buracos e as chamadas costelas de vaca tomaram conta de toda a estrada. Precisamos que essas estradas sejam recuperadas com urgência”, disse José Américo.

Para Carlos Fernando Gouveia, comerciante, morador de Fernandes Belo, distrito de Viseu, além das dificuldades enfrentadas ao longo de anos, um dia inteiro de manifestação sem receber qualquer posicionamento do Estado, deixou os mais de 80 mil habitantes de Açaiteua, Aturiaí, Itapixuna, Nova Olinda, Fernandes Belo e Curupaiti, dentre outras,. prejudicados pela situação das vias ainda mais insatisfeitos com o atual governo do Pará, “Não veio um representante da secretaria de Estado de Transportes para dialogar com a gente. Não queremos políticos e sim, técnicos. Para falar a verdade, o certo, numa situação extrema dessa seria que o próprio secretário Sidney Rosa viesse até aqui. Ele é o representante do povo paraense quando o assunto é as nossas estradas”, concluiu Carlos Frenando.

A reportagem tentou falar com a assessoria da Secretaria de Estado de Transporte ontem à noite, mas não conseguiu.

(Diário do Pará)

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