A Região Metropolitana de Belém é a pior colocada entre as 15 regiões metropolitanas brasileiras no Índice de Bem-estar Urbano (IBEU), que mede a qualidade de vida da população em cidades com base em aspectos como mobilidade urbana, condições ambientais, infraestrutura, serviços e condições de habitação.
Medido em uma escala de zero a um, o IBEU de Belém ficou em 0,251, considerado "muito ruim" pela pesquisa. Fazem companhia à metrópole paraense nas últimas colocações as regiões metropolitanas de Manaus (0,395) e Recife (0,443). Na ponta de cima, com o melhor índice, está a Região Metropolitana de Campinas (SP), com IBEU igual a 0,873.
Além de pior colocada no índice geral, Belém também é a pior em quatro dos cinco quesitos analisados pelo IBEU. O pior aspecto do bem-estar na RMB é em condições ambientais urbanas (arborização, esgoto a céu aberto e lixo acumulado), quesito em que o índice é de 0,034. Para se ter uma ideia da discrepância em relação a outras regiões metropolitanas, em Manaus (pior classificada depois de Belém), esse mesmo índice é de 0,366, quase 11 vezes melhor que na metrópole paraense e, ainda assim, considerado muito ruim também.
Dos sete municípios que compõem a RMB, Marituba é o que aparece na pior colocação e também é o último entre todos os 289 municípios brasileiros pesquisados. Os principais problemas apontados pelo índice no município são a falta de infraestrutura urbana (calçamento, pavimentação, meio-fio), esgoto a céu aberto e a falta de logradouros para o convívio público.
O IBEU é medido por pesquisadores do Observatório das Metrópoles do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro. As análises foram feitas com base nos dados do Censo do IBGE de 2010. A divulgação do estudo acontece na manhã desta quarta-feira (21), no Rio de Janeiro.
O DOLentrou em contato com as prefeituras de Belém e Marituba e aguarda posicionamento.
(Jones Santos/DOL, com informações do INCT)
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