Para chamar a atenção dos governos estadual e federal, 250 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) das regiões Norte e Nordeste do Pará ocuparam o prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na noite da última quinta-feira (17).
A intenção é exigir o cumprimento de metas pelo governo do Estado, acertadas em 2010 com os integrantes do MST, que pediram a criação de políticas sociais e infraestrutura nos assentamentos do Estado, além de terras públicas para a criação de novos assentamentos. Na manhã de ontem, funcionários do Incra foram impedidos de entrar no local de trabalho.
Segundo o diretor estadual do MST, Ulisses Manaças, a manifestação está sendo feita para exigir a retomada da reforma agrária no Estado. “Entramos no órgão de maneira pacífica para que nossas reivindicações sejam atendidas. A reforma agrária está completamente paralisada”.
Ulisses afirmou ainda que os integrantes do MST ficarão acampados no Incra por tempo indeterminado. “Nossas negociações com o governo federal são para a desapropriação de terras públicas da União, que estão sendo ocupadas por fazendeiros. Queremos a desapropriação para a criação de assentamentos”.
Ele informou ainda que os integrantes somente deixarão o órgão com a presença do presidente nacional do Incra. “Precisamos avançar nessa questão. Temos sete mil famílias acampadas, em situação irregular, em terras comprovadas que são públicas”.
Reunião
Na próxima segunda-feira, os integrantes do MST têm reunião marcada com o governo estadual para discutir as prioridades das pautas expostas em 2010. “Queremos que o governador priorize nesse um ano e meio de governo que ele tem a criação de assentamentos, mais recursos para o Iterpa (Institutos de Terra do Pará), a regularização fundiária dessas áreas e infraestrutura delas.
A Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) afirmou que a maioria dos pedidos dos trabalhadores sem terra foi atendida na ocasião da ocupação da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri) e que infraestrutura e lotes são de responsabilidade do governo federal.
(Diário do Pará)
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