Andando pelo Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, é possível deparar-se com uma figura simpática, que se movimenta lentamente pelas copas das árvores.
Naquele refúgio localizado no centro da capital do Pará, cerca de cinquenta bichos-preguiças vivem soltas e podem ser observadas sozinhas ou carregando seus filhotes, especialmente nos cacaueiros próximos ao viveiro dos macacos e à portaria da Travessa Nove de Janeiro. Outras dez ficam em um ambiente controlado pelos veterinários do MPEG, pois não conseguem sobreviver sozinhas.
A maior parte destes animais chega à instituição através de doações e apreensões do IBAMA. Só no ano passado, o Museu Goeldi recebeu 35 preguiças. Infelizmente, a maioria apresenta mutilações ou doenças, em decorrência das condições precárias às quais são submetidas quando capturadas, e não sobrevivem, apesar da assistência intensiva e cuidadosa do Serviço do Parque Zoobotânico.
Para sensibilizar a sociedade da necessidade de preservar este animal, a organização não governamental AIUNAU criou o Dia Internacional do Bicho-Preguiça, comemorado no dia 19 de outubro.
A bióloga do SPZ, Andreza Ferreira, explica que estes animais requerem atenção especial porque são extremamente peculiares. Pensando nisso, os veterinários do MPEG adaptaram uma sala para abrigar as preguiças que precisam de acompanhamento. Ali elas têm ambiente que simula a copa de uma árvore, com a temperatura estável em 37º C.
Andreza Ferreira diz que a intenção é que, futuramente, o “preguiçário” seja transferido para um recinto a ser construído próximo ao viveiro das antas e que fique em exposição.
(Agência Museu Goeldi)
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