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Consumidor foge de mercado informal

A aproximação do Natal traz mais pressa para a compra dos presentes pelo melhor preço. Por isso, muitas pessoas ainda procuram o mercado informal para comprar mais e pagar menos. Só que esse ano, o que vem acontecendo é uma queda no volume de compradores

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A aproximação do Natal traz mais pressa para a compra dos presentes pelo melhor preço. Por isso, muitas pessoas ainda procuram o mercado informal para comprar mais e pagar menos. Só que esse ano, o que vem acontecendo é uma queda no volume de compradores nas ruas do comércio, ao menos é o que observam os próprios ambulantes. Dona Luíza Fiel vende roupas no comércio da capital e conta que desde o Círio as vendas estão fracas: “No ano passado, na altura do dia de hoje, apareceu muita gente. Nossa expectativa é que aumente a partir do dia 20. É natural do brasileiro deixar tudo pra cima da hora”.

Mas será que comprar mais barato nos ambulantes é seguro para o consumidor? Para o coordenador de fiscalização da Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/PA), Rafael Braga, não. “A pessoa que compra nos ambulantes primeiro incentiva um mercado que não arrecada impostos para o Estado. Depois, ela não garante a segurança dela ou da pessoa que vai ser presenteada”.

Quem compra produtos nos camelôs não recebe nota fiscal e para alguns consumidores, isso é comum. “Costumo comprar sempre pelo comércio e não tenho medo de não receber a nota fiscal, em geral o preço é bom mesmo”, afirma a estagiária Andréa Leal. “Esse é barato que sai caro”, esclarece Rafael Braga, “um produto de ambulante em geral é apenas similar, ele não tem selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), ou seja, não é seguro”.

O alerta feito pelo Procon e outros órgãos de defesa do consumidor podem ser a causa da queda de movimento que os ambulantes reclamam. Seu Abraão de Souza trabalha há cerca de 30 anos no comércio e confirma: houve tempos melhores. “Agora está pouco movimentado, mas já vimos tempos de maior movimento, sem dúvida. Tem que melhorar, né? É o que estamos esperando”, conta.

(Diário do Pará)

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