Revoltados por terem sido excluídos das negociações entre governo do Pará e delegados de Polícia Civil, ocorridas nesta segunda-feira (16), os policiais, em greve há 22 dias, prometem radicalizar caso não recebam ainda hoje uma proposta de acordo. Entre as ações que os policiais devem pôr em prática para obrigar o governo a atendê-los está o fim da custódia aos presos feita pela categoria, principalmente nas delegacias do interior. "Custódia dos presos não é responsabilidade nossa e, sim, dos agentes prisionais. Queremos ver os delegados fazerem o que os policiais fazem", disse ao DOL Gibson Silveira, vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil (Sindpol/Pa).
Segundo Gibson Silveira, a proposta tem que ser feita até hoje ou, a partir do meio dia desta quarta-feira (18), várias ações serão realizadas. "Esperamos uma sinalização ainda hoje. Se não houver, amanhã vamos radicalizar. Se o governo não sentar e trazer uma proposta, a coisa vai ficar feia. Fizemos uma trégua de 24 horas", avisa.
Ainda segundo o Sindpol, um grupo de policiais se concentra, desde o início da tarde, em frente a Central de Flagrantes de São Brás e esperam a adesão de outros policiais da capital e dos que estão chegando do interior para aderir ao movimento. "O governo sentou com os delegados e sinalizou aumento real de 20%. O resto da categoria ficou de fora. As superintendências de Castanhal, Redenção e outras do interior já estão radicalizando. Está todo mundo revoltado", conta Silveira.
O DOL entrou em contato com o governo do Estado através da Secretaria de Estado de Administração (Sead) e aguarda um posicionamento.
(DOL)
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