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Teste do pezinho pode ficar mais ágil

O Laboratório de Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Lapad) da Universidade do Estado do Pará (Uepa) é um dos destinatários de um projeto piloto do Ministério da Saúde que pretende diminuir o tempo entre a coleta de sangue para o Teste do Pezinho e a análise d

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O Laboratório de Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Lapad) da Universidade do Estado do Pará (Uepa) é um dos destinatários de um projeto piloto do Ministério da Saúde que pretende diminuir o tempo entre a coleta de sangue para o Teste do Pezinho e a análise do material, possibilitando o diagnóstico precoce de doenças. O projeto, feito em parceria com os Correios, garante o envio das amostras do exame aos Laboratórios de Triagem Neonatal (LTN) através do serviço de entrega rápida (Sedex).

Aqui no Pará, pelas grandes dimensões territoriais, o tempo percorrido no percurso entre o posto de coleta das amostras de sangue dos recém-nascidos e o Lapad já chegou a 29 dias, enquanto há doenças que precisam ser diagnosticas após os primeiros dias de nascimento para que haja tratamento eficiente.

Para a coordenadora do laboratório, a bioquímica Eliete Silveira, o maior ganho com a proposta é exatamente a possibilidade de tratar de forma eficaz o paciente. “Caso a criança tenha alguma alteração, ela vai conseguir realizar o tratamento no menor tempo possível, é o que chamamos de diagnóstico precoce”.

O projeto consiste na distribuição, pelo Lapad, de envelopes padronizados da triagem neonatal aos postos de coleta, que deverão devolvê-los ao laboratório com as amostras, por meio dos correios, na modalidade de envio Sedex, já paga pelo Ministério da Saúde.

Cada posto de coleta receberá 15 envelopes, que é a quantidade suficiente para um período de dois meses, correspondentes ao tempo de execução do projeto piloto. Em cada envelope podem ser colocadas até 50 amostras e o envio será feito duas vezes por semana.

Indicadores

A proposta prevê, inicialmente, apenas o envio do posto de coleta ao laboratório e não o envio do resultado. A partir dessas primeiras experiências, serão coletados indicadores que podem levar à adesão ou não da política e a complementação da ação. Ainda segundo a coordenadora do Lapad, trata-se de uma contribuição fundamental para a saúde, por conta do diagnóstico, e para o trabalho dos postos e do próprio Laboratório.

Além do Pará, o único Estado da Região Norte incluído no projeto, os estados que participam da experiência são Alagoas, Ceará, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) do Ministério da Saúde e os resultados serão determinantes para a disseminação da ação aos outros Estados.

(Diário do Pará)

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