Funcionários da ala de urgência e emergência da Unidade Municipal de Saúde (UMS), localizada no bairro da Marambaia, em Belém, estão insatisfeitos com a situação precária do local. Eles denunciam a falta de estrutura e de recursos materiais básicos para trabalho.
Eles dizem que falta água constantemente na unidade e são obrigados a trabalhar substituindo a higienização das mãos com água por luvas com a data de validade vencida, para fazer o mínimo de esterilização necessária e evitar possíveis contaminações, causando riscos tanto à própria saúde como à de usuários.
Depois que a única bomba d’água queimou e ficaram sem água, um grupo de cerca de 10 funcionários foi até a seccional do mesmo bairro, ontem, para fazer um Boletim de Ocorrência devido à falta de condições mínimas de higiene. “Com isso, estamos respaldados contra as exigências de trabalharmos em um local insalubre e até com risco de morte”, disse o técnico de enfermagem Nilson Francisco Lima, 47 anos.
A falta d’água não é o único motivo da insatisfação dos servidores. Fiações de redes elétricas expostas, banheiros sem vasos sanitários instalados, pias quebradas, ventiladores sem funcionamento. Essas são umas das principais reclamações feitas pelos servidores. “Não estamos pedindo nada além de melhorias nas condições de trabalho. Sem elas não podemos atender as pessoas que precisam do serviço”, disse o assistente administrativo Walter Galvão, 43 anos.
Resposta
Sobre a falta de água, a diretora da UMS, Claudete Araújo, disse que “disponibilizou um garrafão com água para a higienização dos funcionários para fazerem procedimentos simples”, disse.
A diretora afirmou ainda que estão sendo atendidos casos simples naquela unidade, os mais graves são encaminhados às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) mais próximas e a hospitais da região. “O que não queremos é parar o atendimento na UMS. Pacientes com casos simples estão sendo atendidos”, disse.
Pacientes que precisaram do serviço ontem disseram que encontraram leitos sem lençol e falta de água nos banheiros. “Cheguei com febre e não havia lençóis nas camas, tinha um pouco de sujeira no quarto e falta água para lavar as mãos”, disse uma paciente. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar