Estudantes do Instituto Federal do Pará (IFPA) mais uma vez se reuniram para se manifestarem contra os problemas que o instituto vem enfrentando. Dessa vez, eles foram até o prédio da reitoria, onde acontecia uma reunião do conselho, para exigir eleições diretas para um novo reitor e um conselho diretor para a instituição.
“Além da eleição de um reitor imediatamente, também temos muitos questionamentos. Como a questão do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), onde muitos alunos ainda não receberam suas bolsas há quatro ou cinco meses”, explica o estudante de Biologia, Bruno Filgueiras. “Estamos dispostos a fechar o Pará todo, se for preciso, estamos em contato direto com os alunos do interior”.
Os alunos fizeram barulho e conseguiram a entrada de uma comissão de cinco pessoas para participar da reunião. Euclides Santiago, também estudante, integrou a comissão: “Educação é coisa séria. O instituto só vem se manifestar se está sentindo as falhas na sala de aula. As obras do prédio antigo ainda nem terminaram e já fizeram uma licitação para um novo”. Para os estudantes, há um sucateamento provocado na instituição para levar ao caminho da privatização.
O reitor da IFPA atualmente é Élio Cordeiro, nomeado pelo Ministério da Educação (Mec) após a prisão do reitor anterior. Durante a reunião, ele explica a demora para a consolidação de uma nova eleição: “Queremos uma eleição livre e democrática e isso só poderá acontecer após a conclusão do processo administrativo, que deve ser na segunda quinzena do mês de abril”.
De acordo com a reitoria, a realização da eleição já está em fase de encaminhamento. O instituto assume também que possui problemas de infraestrutura e falta de recursos humanos: “O sucateamento do instituto, que se deu por meio de obras mal feitas, inacabadas e sem nenhum planejamento de médio e longo prazo no que se refere à informatização dos sistemas, aquisição de equipamentos, construções, reformas, abertura de cursos, capacitação de servidores e etc”.
Sobre o Pronatec, a assessoria do IFPA informou que a diretoria só é responsável pelo pagamento dos professores, supervisores e orientadores. A atual direção teria encontrado o instituto em péssimas condições, incluindo o pagamento de mais de 530 bolsas irregulares a não alunos. “Estamos esperando há três meses o auxílio estudantil que também não foi pago. Onde está esse dinheiro?”, questiona Euclides Santiago.
(Diário do Pará)
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