As charmosas praças de Belém já acolheram melhor seus visitantes. Hoje o que se vê nas praças da capital é a necessidade de manutenção e reparos urgentes, principalmente nos parques de diversão, que por falta de reparos e cuidados acabam oferecendo riscos e afastando a população dos locais.
“Todo mundo gosta de um lugar que se sente bem. Se a praça fosse melhor cuidada teríamos mais opções para nossos filhos brincarem. Ali antigamente tinha uma área de lazer para as crianças, e eu até trazia meu filho para brincar mas hoje, não tem mais”, diz o vigilante Marcelo Silva sobre os brinquedos da praça batista Campos. Ele também lamentou pelas pontes da praça que estão quebradas e podem ser um risco para as crianças que passam por ali. “Sem contar que a água desses lagos é bem malcheirosa”, completou.
O morador do bairro da Cidade Velha, Silvio Picanço achava que a praça Batista Campos que ontem completou seus 110 anos de existência, poderia ser uma alternativa para que as suas sobrinhas aproveitassem a tarde em um parque, mas se decepcionou. “Moramos na Cidade Velha e a praça lá é bonita mas o parque está todo quebrado. A gente vem de lá para trazer as crianças para brincar aqui, mas também está quebrado o balanço e não tem grade de proteção no escorregador”, disse o estudante.
Nem mesmo os que desejam praticar uma atividade física ao ar livre encontram acolhida na praça Batista Campos. “Os aparelhos para exercício, que eu costumo frequentar mais estão deteriorados. A barra que nos exercitávamos nunca foi reposta, dentre outros equipamentos que estão quebrados desde o ano passado, essa deveria ser uma praça bem cuidada, afinal aqui vem bastante gente e é bem frequentada”, comentou o o vigilante Marcelo Silva.
As praças nos bairros mais distantes do centro da cidade parecem estar mais abandonadas. Na Marambaia, na praça Dom Alberto Ramos, o parque das crianças estava abandonado e alguns adolescentes praticavam vôlei e futebol nas quadras deterioradas. “Os brinquedos das crianças só existiram quando a praça fez aniversário e depois nunca mais ninguém cuidou. As quadras os próprios moradores cuidam para poder jogar”, disse André do Vale, estudante.
Os turistas que antes encontravam nas praças um cartão-postal de Belém não gostaram do que viram na praça da República: um buraco enorme aberto no meio da passagem. “Pode causar um acidente sério. A praça é bonita mas está precisando de uma revitalização e maiores cuidados”, lamentou o turista do Rio de Janeiro, Derval Castro que passeava com a família e viu bancos quebrados e água empossada da chuva na praça.
A reportagem solicitou um posicionamento da Seurb, mas até o fechamento da edição não havia obtido retorno.
(Diário do Pará)
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