Certa da rotina estabelecida a cada início de um novo dia, a servidora pública Sônia Vilhena dá início à preparação da alimentação ainda no dia anterior. À vontade para escolher e balancear os alimentos consumidos em cada refeição quando feitos em casa, ela não abre mão de levar o almoço de casa para o trabalho. “Eu trago todo dia porque, quando a gente come na rua, nunca sabe como aquele alimento foi feito”.
Ainda que simples, o hábito cultivado por Sônia já há três anos é apenas uma das recomendações do novo Guia Alimentar da População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde. Diante do levantamento que aponta que, hoje, o excesso de peso já atinge 51% da população brasileira, o guia orienta sobre os cuidados com a saúde e dá dicas de como manter uma alimentação saudável e balanceada.
Considerando as consequências que os diferentes alimentos e formas de processamento podem causar à saúde humana, a principal recomendação do guia e do Ministério da Saúde é que se opte por alimentos frescos, dando prioridade para os alimentos de origem vegetal e animal, como carnes, verduras, legumes e frutas, e que se dê preferência por refeições caseiras em detrimento das oferecidas pelas redes de fast food.
Priorizando sempre alimentos com pouca gordura e sal, Sônia diz sentir os efeitos benéficos de uma refeição produzida em casa. “Como no local onde eu trabalho eu tenho um refeitório muito bem equipado, é mais fácil que eu traga comida de casa. Se eu ficasse comendo na rua todos os dias, com certeza seria pior para a minha saúde”, considera. “Eu sempre preparo a comida no dia anterior e trago. Já é um hábito”.
Ainda antes do horário de entrada no trabalho, a também servidora pública Eugênia Rio Branco aproveita para garantir o lanche da manhã. Entre a banca de frutas e uma venda de salgados fritos instalados próximo ao local de trabalho, Eugênia não tem dúvidas. “Eu sempre compro uma frutinha pro meu café da manhã e pro lanche também. Hoje estou levando banana, uva, morango”, analisa as compras já guardadas na sacola. “São as frutas que me fazem aguentar até a hora do almoço. Eu prefiro. Como fruta todos os dias”.
Preocupada em manter um equilíbrio em todos os aspectos da vida, a administradora Edileuza Souza também se preocupa em manter hábitos alimentares saudáveis. Para ela, os benefícios vão muito além do controle do peso. “Nossa alimentação é toda baseada em frutas, verduras, cereais e isso faz a diferença. Faz diferença na saúde, na mente, no espírito”, acredita. “Nós não costumamos comer fora por isso. A alimentação, quando é mais saudável, interfere na produtividade, na disposição. Se a gente se alimenta bem, tem bom humor e se relaciona melhor com as pessoas”.
Algumas Orientações do Guia:
Fazer de alimentos in natura a base da alimentação.
Usar óleos, gorduras, sal e açúcar com moderação.
Limitar o uso de produtos prontos para consumo.
Comer com regularidade e com atenção e em ambientes apropriados.
Fazer compras de alimentos em locais que ofertem variedades de alimentos frescos e evitar aqueles que só vendem produtos prontos para consumo.
Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora e evitar redes de fast food.
Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.
O guia recomenda que se utilizem com moderação óleos, gorduras, sal e açúcar. Produtos industrializados devem dar lugar aos alimentos in natura.
Fonte: Guia Alimentar da População Brasileira (edição 2014) – Ministério da Saúde.
Serviço:
O guia encontra-se em consulta pública até o dia 7 de maio e pode ser acessado através do endereço eletrônico www.saude.gov.br/consultapublica. As contribuições encaminhadas pela população serão avaliadas pelo Ministério da Saúde e poderão ser incluídas no novo guia.
(Diário do Pará)
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