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Integrantes do MST ocupam sede do Iterpa

Cerca de 150 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra Urbano (MSTU) e do Movimento do Pequeno Agricultor (MPA) ocuparam a sede do Instituto de Terra do Pará (Iterpa) desde o início da manhã de ontem. O movimento elencou uma série de reivindic

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Cerca de 150 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra Urbano (MSTU) e do Movimento do Pequeno Agricultor (MPA) ocuparam a sede do Instituto de Terra do Pará (Iterpa) desde o início da manhã de ontem.

O movimento elencou uma série de reivindicações e criticou a postura do governo do Estado no corte às gratificações dos servidores, alegando que a iniciativa contribui para a demora na regularização de questões fundiárias no estado. “O Governo Jatene, ao cortar gratificações dos servidores, não só do Iterpa mas de todos órgãos, acaba atrasando os processos em andamento pelo instituto. Por exemplo, na cartografia do Iterpa, existe apenas uma pessoa para cuidar de 144 municípios com milhares de problemas e sete advogados no jurídico e apenas um para tratar de assentamento de terra no Estado”, explicou Marco Moisés, integrante da diretoria do MPA e que coordenava a ocupação do instituto.

O movimento pede celeridade no Iterpa para que a cartografia apresente informações para o processo de regularização fundiária em Santo Antônio do Tauá. “Além disso, temos uma área em Santa Izabel do Pará que está ocupada com 120 famílias que moram há mais de um ano no local. Trata-se de uma área urbana a qual o Iterpa já fez o levantamento e detectou que o proprietário não é dono dos 25 hectares, e sim de apenas 70 ares. Queremos que o Iterpa defina onde se encontram esses 70 ares, pois há um pedido de reintegração de posse que pode acontecer por falta de informações que deveriam ser repassadas pelo Iterpa”, disse Marco.

O movimento também exige um termo de cooperação para uma área habitada pela Comunidade Porto Santo, localizado entre Cachoeira do Piré e Viseu, na divisa entre o Pará e o Maranhão. “Lá não se trata de uma ocupação, são famílias tradicionais que vivem há gerações no local e não possuem processo judicial. Queremos o reconhecimento das famílias e a criação de um projeto de habitação com energia elétrica e qualidade de vida para quem vive lá”, completou o manifestante.

Os manifestantes afirmaram que permanecerão no Iterpa até que a revisão de todos os processos sejam feitos e que o governo do Estado atenda as reivindicações do movimento. “Pedimos que sejam disponibilizados pelo Estado mais servidores para a cartografia e jurídico do instituto, de modo a dar mais atenção às questões fundiárias e agrárias do Estado”, afirmou Marco.

O DIÁRIO entrou em contato com assessoria do Iterpa, mas não teve respostas.

(Diário do Pará)

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