O que começou como uma grande confraternização em família já é uma festa para mais de duzentas pessoas. O bloco “Só entra melado” já tem cinco anos de existência e animação de sobra para quem aproveita o carnaval em Mosqueiro. A fundadora, Wanda Célia Santos, colocou o bloco na rua no domingo de carnaval e repetiu a dose na tarde de ontem. “Começamos só com amigos e familiares. Hoje já vendemos mais de 200 camisas. No domingo, teve bastante gente conosco e hoje esperamos mais de 70 pessoas para a segunda saída do bloco”.
O marido, Waldomiro Santos, também ajudou na organização do bloco. “A ideia é tirar o stress do dia a dia e trazer diversão e alegria para todos. Gostamos de tocar músicas de carnaval, mas também tocamos brega e tecnobrega para quem gosta de dançar”, explicou Waldomiro.
Os blocos organizados por familiares e amigos foram a sensação do carnaval em Mosqueiro e estavam espalhados por toda a ilha. O radialista Paulo Caxeado organizou o bloco “Quem não se garante toma refrigerante” para mais de trezentas pessoas no último domingo. Na tarde de ontem, estava fazendo uma pequena comemoração no local de saída do bloco, com direito a marchinhas de carnaval sendo tocadas ao vivo por uma banda. “O bloco foi um sucesso. No domingo, tivemos mais de trezentas pessoas e muita alegria nas ruas da ilha”, disse o organizador.
Quem não estava curtindo os blocos nas ruas aproveitava a tarde de sol na praia do Farol. “Estamos em quatro famílias unidas aqui em Mosqueiro. Passamos o dia na praia e à noite vamos para para o carnaval da Vila. Tem que brincar!”, animou-se o técnico em mecânica José Fontenele Calvin.
DESCASO
Apesar da movimentação de carnaval na tarde de ontem na ilha de Mosqueiro, os foliões acharam que o movimento foi menor que o dos últimos anos. “À noite até que tem um número razoável de pessoas, mas estou achando o movimento fraquíssimo durante o dia”, avaliou o cabelereiro Marcos Santos.
Dona Iza vende tapioca há 50 anos na vila e investiu em material para vender bastante no carnaval, mas achou que o movimento poderia ter sido melhor. “O movimento ainda está fraco, esperamos que melhore. Geralmente tínhamos mais gente no carnaval em Mosqueiro”, lamentou.
Para Marcos, o descaso com o distrito pode ter sido o motivo de um movimento menor em relação a outros carnavais. “Faz um ano que não venho a Mosqueiro, mas notei um certo descaso com o local. O trapiche, por exemplo, está detonado. A prefeitura deveria cuidar melhor”, lamentou o cabeleireiro.
O que se via nas praias era lixo espalhado e o trapiche da Vila com seus corrimãos e grades de proteção quebrados e sem qualquer reposição ou manutenção.
O balconista Francisco Soares reclamou da poluição nas praias. “O que vemos, além de muita sujeira, é a tubulação de esgoto desaguando na praia que seria para os visitantes aproveitarem o banho”, disse Francisco.
“Mosqueiro está suja e acabada. Não vemos o lixo das praias ser recolhido, faltou cuidado”, reclamou o técnico em mecânica José Fontenele Calvin.
(Diário do Pará)
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