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Jader defende projetos de repercussão

“Este não é um projeto do Pará. É, fundamentalmente, um projeto do Brasil”, disse ontem o senador Jader Barbalho (PMDB), referindo-se ao derrocamento do Pedral do Lourenço, cujo edital foi lançado em Marabá pela presidente Dilma Rousseff. Jader, por si

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“Este não é um projeto do Pará. É, fundamentalmente, um projeto do Brasil”, disse ontem o senador Jader Barbalho (PMDB), referindo-se ao derrocamento do Pedral do Lourenço, cujo edital foi lançado em Marabá pela presidente Dilma Rousseff. Jader, por sinal, teve oportunidade em dois momentos de conversar demoradamente com a presidente da República sobre a Hidrovia do Tocantins e outras obras estratégicas e de grande repercussão econômica para o Estado, para a região e para o país.

Sobre o Pedral do Lourenço, ele considera que o ato de ontem foi uma conquista importante, mas não pode servir como motivo de acomodação. “A luta continua”, afirmou o senador peemedebista, acentuando que, após o lançamento do edital, vai acompanhar atentamente a condução do processo licitatório e, na etapa seguinte, a execução da obra, que demandará um intervalo de tempo não inferior a dois anos, conforme lhe explicou a própria presidente da República.

Jader e o presidente da Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (Famep), Helder Barbalho, estiveram ontem cedo durante duas horas com a presidente da República, em cuja companhia tomaram o café da manhã na suíte presidencial do Hilton Hotel. Além dos dois, participou também o encontro o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto.

Confessando-se lisonjeado pelo privilégio do convite, feito a ele e a Helder Barbalho, Jader foi novamente distinguido pela presidente Dilma com um almoço oferecido em sua cabine a bordo do Boeing presidencial durante a viagem de Belém para Marabá, no início da tarde de ontem. Nas duas ocasiões em que esteve com a presidente, conforme frisou, o senador tratou de três questões relevantes, por ele enumeradas logo depois nos contatos que manteve com a imprensa.

Uma foi a execução, agora anunciada, do projeto de derrocamento que vai finalmente consolidar a Hidrovia do Tocantins a partir de Marabá. A outra, a construção da Ferrovia Norte/Sul ligando o município de Açailândia, no Maranhão, ao porto de Vila do Conde, em Barcarena. Jader defendeu, junto à presidente da República, a construção simultânea de dois ramais da ferrovia em território paraense, um deles interligando o município de Paragominas e o outro estendendo-se até a faixa costeira de Curuçá. Esse ramal deverá viabilizar, conforme frisou, a construção do Porto do Espadarte, que será, quando concluído, um dos maiores terminais marítimos em águas profundas do planeta.

O terceiro tema tratado por Jader Barbalho com a presidente Dilma Rousseff, e a seguir exposto aos jornalistas, foi a necessidade de se retomar já as negociações junto à Vale com vistas à implantação da Siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa) na cidade de Marabá. “Nós não podemos mais aceitar que o Pará continue sendo um mero exportador de minério bruto”, acrescentou. O senador peemedebista lembrou, a propósito, que foi ele, na época como governador, quem implantou o Distrito Industrial de Marabá e lá teve oportunidade de inaugurar a Cosipar, primeira indústria de ferro gusa construída em território paraense. “Eu tenho, portanto, autoridade para defender essa posição”, enfatizou.

(Diário do Pará)

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