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Chicão quer investigação de borracharia fantasma

O Ministério Público Estadual (MPE) recebeu ontem (1º) uma representação, de autoria do deputado Francisco das Chagas Melo Filho, o Chicão (PMDB), contra a Prefeitura Municipal de Ananindeua, na pessoa de seu atual gestor, Manoel Pioneiro (PSDB). O do

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O Ministério Público Estadual (MPE) recebeu ontem (1º) uma representação, de autoria do deputado Francisco das Chagas Melo Filho, o Chicão (PMDB), contra a Prefeitura Municipal de Ananindeua, na pessoa de seu atual gestor, Manoel Pioneiro (PSDB).

O documento discorre sobre um contrato vigente da Secretaria Municipal de Saneamento junto a uma empresa especializada em serviços de borracharia contratada sem licitação pelo valor de R$ 77.616,00 para três meses - sendo que a mesma pertence a Waldecir Cândido de Oliveira Júnior, assessor parlamentar da Câmara Municipal de Ananindeua, e que seu endereço, de acordo com o contrato, localiza-se, estranhamente, no 10º andar do edifício residencial Mirante do Lago, também em Ananindeua.

Além disso, consta nos autos que a prefeitura não possui mais do que dez veículos de passeio próprios e que a secretaria desfruta de contratos com empresas locadoras de veículos que preveem toda a manutenção preventiva e corretiva, incluindo as que envolvem pneus. “A nossa expectativa é de que o MPE apure, com base nos documentos que anexamos à denúncia, que inclui a carta convite contendo o nome do assessor parlamentar, bem como a edição do Diário Oficial do Município em que consta a sua nomeação como temporário e outros documentos. Na disputa para a prefeitura do município em 2012, fiquei em segundo lugar nas urnas e entendo esse resultado como sendo de uma parcela da população que se opõe à atual gestão, então acompanho a administração em vários aspectos, inclusive no que diz respeito à probidade dos atos”, justifica o deputado, que tem também em Ananindeua uma de suas maiores bases de atuação parlamentar. “Se houver erros, que o MPE apure e responsabilize quem errou, que não deixe o dinheiro do povo nas mãos de um borracheiro”, afirmou.

A denúncia original foi divulgada pelo DIÁRIO, edição do dia 23 de março desse ano, mostrando ainda que, por dia de serviço dos 88 previstos no contrato, a borracharia de Waldecir receberia mais que R$ 800 por dia de trabalho. Na semana passada, o vereador Braga (PMDB), em sessão ordinária da CMA, questionou a legalidade do contrato e cobrou explicações da Sesan - que, por sua vez, informou que o processo de contratação da empresa ainda estava em andamento e que, diante do exposto, seria reavaliado.

(Diário do Pará)

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