Luciangela Barbosa, de apenas cinco anos, já conhece algumas das principais regras básicas de comportamento no trânsito. “Só pode atravessar na faixa de pedestre”, disse a menina após participar, ontem, do último dia de programação do projeto “Cidade no Trânsito Solidário Kids”, que era realizado desde o dia 3 de abril no Boulevard Shopping.
Luciangela foi uma das cerca de 2.700 crianças que, durante o circuito de 15 minutos de atividades lúdicas promovidas na cidade cenográfica saíram munidas com os princípios básicos do trânsito seguro. O cenário que funcionou por oito dias no 4º piso do shopping ajudou a estimular a imaginação das crianças entre 4 e 12 anos.
Com vias sinalizadas, incluindo faixas de pedestres, semáforos e ciclofaixas, as crianças puderam atuar como verdadeiros pedestres, ou mesmo condutores de pequenas motocicletas e bicicletas, para viver um pouco dos desafios do trânsito na vida real.
“Nesta idade, eles estão muito sensíveis para o aprendizado. Eles assimilam tudo muito fácil. O processo de aprendizagem é intenso. O legal é que depois de assistir o teatro de fantoches, que é o primeiro momento do circuito aqui na Cidade do Trânsito, eles já lembram situações vividas com os pais e, muitas vezes, repreendem o comportamento do pai e da mãe em determinadas situações”, disse Silvio Garrido, coordenador das atividades educativas.
Segundo o instrutor, além das crianças levarem o conhecimento, elas ainda agem como agentes do bem, ao lembrar aos pais o que pode ou não pode no trânsito. “Estamos formando aqui os futuros motoristas de nossa cidade. Mas, enquanto isso não acontece, eles também ajudam chamando a atenção dos adultos quando veem que eles estão fazendo algo errado no trânsito”, completou.
REGRAS
Entre as regras de trânsito, o uso do capacete, o reconhecimento de sinalização básica e o respeito ao outro foram as lições mais trabalhadas pelos Agentes do Bem, a equipe que atua no projeto Orgulho de Ser do Pará.
Paula Lindoza aproveitou domingo para levar as duas filhas para brincar no último dia do projetos. “Fico mais tranquila sabendo que elas têm o conhecimento de como agir no trânsito, mesmo sendo crianças. Isso é bom tanto para a segurança delas, como a nossa, já que se a gente estiver em momento de distração, elas vão chamar a nossa atenção para fazer o certo, como atravessar na faixa de pedestre, por exemplo.”, disse.
Adriana Lindoza, de 9 anos, disse que entre as várias coisas que aprendeu, o respeito ao próximo foi a lição mais importante. “Cada um tem que respeitar o espaço do outro”, disse.
Outro exemplo foi a Ana Livia dos Santos, que com apenas 10 anos mostrou que um cidadão não precisa ser maior de 18 anos para saber os limites no trânsito. “Se o pedestre e o motorista fizerem cada um a sua parte, não tem acidente”, afirmou a pequena. “Hoje aprendi a usar a ciclofaixa. Já tinha visto essa faixa vermelha pela cidade, mas não entendia o que era. Agora eu sei que o ciclista só pode pedalar dentro desse espaço”, completou.
O circuito pedagógico contou com lições de trânsito por meio de uma apresentação de fantoches, reconhecimento das principais placas de trânsito e aulas práticas na cidade cenográfica.
O pequeno Renan Martins, 8, ficou entusiasmado com o que aprendeu e agora pretende repassar o conhecimento para os amigos e pais. “A gente aprende mais sobre atravessar na faixa e obedecer ao semáforo, mas aqui a gente percebe que tem muito mais que isso. Principalmente não andar em alta velocidade”, enfatizou o garoto, antes de receber sua carteirinha de habilitação kids.
“Se não investir na educação desses futuros motoristas, o trânsito estará perdido. Nessa idade, as crianças tem ânsia em aprender e pôr em prática o que aprendem. E elas nunca se esquecem disso”, frisou Silvio Garrido
A “Cidade do Trânsito Solidário Kids” faz parte da Campanha Agente do Bem - Mobilidade, do projeto Orgulho de Ser do Pará, do Grupo RBA. A iniciativa integra um esforço para debater problemas e soluções relacionados ao trânsito e à mobilidade urbana no Pará. O projeto Orgulho de Ser do Pará tem patrocínio da Marko Engenharia, Banco da Amazônia e Vale.
(Diário do Pará)
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