O Pará está abaixo da média nacional no consumo de genéricos. O estudo promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos mostra que esses medicamentos representam 25,15% de presença no mercado local. Mesmo assim, é o segundo melhor número em toda a região Norte, só perdendo para o Amapá, onde os genéricos registram 28,1% de participação de mercado, bem próxima à média nacional.
Embora os medicamentos genéricos, que completam 15 anos no Brasil em 2014, tenham alcançado a média nacional de 27,5% de participação de mercado e já representem 85% dos produtos dispensados pelo Programa Farmácia Popular, ainda enfrentam o desafio de conquistar mais espaço em alguns dos estados da federação.
“Esses números mostram que precisamos continuar lutando para aumentar o acesso dos genéricos às populações menos assistidas. Os genéricos hoje já cumprem um papel fundamental para o país, mas precisamos avançar ainda mais.”, explica Telma Salles, presidente da PróGenéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos).
Para a PróGenéricos, a baixa participação de mercado dos genéricos em algumas região significam um cenário bastante adverso, do ponto de vista da saúde pública. “Ou as pessoas não conseguem adquirir os medicamentos que necessitam ou estão se medicando de forma incorreta”, diz Salles.
A executiva ressalta que somente os genéricos possuem o atributo da intercambialidade, ou seja, podem substituir os produtos de marca nas receitas. “A venda de outro medicamento que não for o genérico na substituição do produto de marca na receita é ilegal”, acrescenta.
Jheniffer Cristina Barbosa, 23, não costuma optar pelo genérico por desconfiança. “A gente é muito apegado à marca até na hora de comprar remédio. Ainda acreditamos que o preço está ligado à qualidade”, disse a estudante.
O engenheiro Pedro Mesquita não abre mão na hora de economizar se houver a opção do medicamento genérico. “Foi uma grande conquista termos a opção mais econômica, quando o resultado e o efeito, que são os fatores que realmente nos interessam, são os mesmos dos medicamentos mais conhecidos”, acredita.
(Diário do Pará)
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