Na manhã desta quinta-feira (05), professores da rede municipal de ensino de Barcarena, nordeste paraense, reuniram-se na Câmara do município com a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). Os professores, que estão em greve há mais de dois meses, buscavam conseguir apoio para suas reivindicações.
Segundo Hélio Santos, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) de Barcarena, a reunião não teve nenhum resultado positivo e os professores seguem com as mesmas demandas. Após a reunião, eles se dirigiram ao Ministério Público, mas receberam a informação de que ainda não há previsão para julgamento de seus processos.
Hélio também informou que na última quarta-feira (04), os servidores em greve receberam seus contracheques “zerados”, isto é, em branco. “A prefeitura não pode fazer isso, porque nossa greve não foi considerada abusiva, ela é legal e legítima. Vários pais de família não vão receber sequer um centavo este mês, como vamos comer? Estamos sendo tratados pior que animais”, desabafou.
Até o momento a Secretaria de Educação de Barcarena e o prefeito da cidade, Antônio Villaça (PSC), não se pronunciaram sobre a greve. Os professores, que já fizeram protesto em Belém e fecharam o porto da empresa Bunge na cidade, prometem radicalizar mais ainda nos próximos protestos.
Demandas
Entre as reivindicações dos trabalhadores estão a melhoria da infraestrutura das escolas e o pagamento do Piso Nacional do Magistério, de R$ 1.697, além do cumprimento do acordo firmado ao final da greve realizada no ano passado, que previa o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), entre outros dispositivos.
(DOL)
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