A cidade de Santarém, no baixo Amazonas, mergulhou no caos da meia-noite do último sábado às 12h30 do mesmo dia. As primeiras informações, ainda de forma extraoficiais, dão conta de que o apagão no sistema de fornecimento de energia elétrica teria iniciado quando um trator atingiu uma das torres de transmissão da linha Rurópolis-Santarém. O acidente teria sido proposital. O problema afetou não apenas Santarém, mas outras cidades da região Oeste do Pará. Um dos efeitos imediatos da falta de energia elétrica foi o alagamento do centro comercial. Tudo porque as bombas que evitavam o alagamento pararam de funcionar e as águas invadiram as ruas e lojas do centro. Algumas pessoas tiveram que improvisar a travessia nas ruas com um caiaque.
As cidades afetadas foram Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos. Até o fechamento desta edição, 80% da energia foram estabelecidas. “Isso gerou um problema grande, tivemos um apagão de internet de 4 dias e agora esse apagão. Isso tem gerado uma revolta muito grande na população por conta dessa instabilidade, seja de internet ou de energia. Para completar estamos no periodo da cheia o centro funciona com bombas para fazer a drenagem ao longo da abenida Tapajós. Com a falta de energia elas pararam e a chuva que caiu na madrugada acabou alagando o centro comercial deixando prejuízos enormes”, disse Olavo das Neves.
Alguns carros foram arrastados com a força das águas. “Esse problema é sério e todos os anos Santarém sofre com essa falta de uma gestão mais definitiva para resolver essa problemática. A insegurança é grande, todos os anos estamos tendo prejuízos”, disse Olavo das Neves, residente da Federação das Associações Comerciais do Pará (Faciapa).
Ele informou que muitos funcionários que trabalham nas lojas do centro comercial foram convocados às pressas na madrugada para a operação que visava salvar o maior número de mercadorias possível. “É necessário fazer investimentos prioritários para a região. O sistema de telefonia parou também, ficamos incomunicáveis. Celpa e Eletronorte não sabem dizer o que aconteceu”, concluiu . A assessoria de comunicação da Celpa, procurada pela reportagem, não havia se posicionado até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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