Muito frequentadas nesse período do ano no Estado, as praias e rios não podem ser subestimadas pelos banhistas. Ainda que a pessoa saiba nadar, antes de entrar na água é fundamental que se conheça as características dos balneários para evitar acidentes e possíveis mortes, como as três já registradas pelo Corpo de Bombeiros nos últimos dias.
Foi ao cometer uma das causas mais comuns de afogamento, que o adolescente Lucas Oliveira dos Santos, de 15 anos, faleceu na última segunda-feira. O rapaz se afogou enquanto tentava atravessar o rio Maguari, em Marituba, a nado. “A maior parte dos acidentes registrados são causados por falta de atenção, por ingestão de bebida alcoólica ou pela falta de acompanhamento adequado de crianças dentro da água”, pontua o major do Corpo de Bombeiros, Márcio Francês.
“Costumamos dizer que a água do rio é uma água ‘pesada’. Não é como em uma piscina que não tem correnteza. O que acontece muitas vezes é que a pessoa tenta atravessar o rio nadando e a correnteza acaba arrastando”.
Com mais dois registros de morte por afogamento nos últimos dias – de um adolescente que se afogou no Rio Murinin, em Benevides, e de um homem que se afogou após pular de um barco de passeio em um rio de Cametá, o major reforça a necessidade de atenção ao mesmo por parte das pessoas que sabem nadar. “Às vezes a pessoa morre em uma parte relativamente rasa porque entra em desespero. É preciso ter calma quando se cai nesses valões, onde tem correnteza”, alerta.
“As praias do Estado têm essa característica de terem esses valões (espécie de corrente de um rio dentro do outro) por isso é preciso conhecer o local. Uma praia que tem muito essa característica é a do Vai Quem Quer, em Cotijuba. Quando ela está na baixa-mar, se forma um valão muito próximo da margem, a aproximadamente 15 metros, então a pessoa nem precisa ir muito para o fundo pra correr risco. Tem que conhecer as características da praia”.
(Diário do Pará)
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