Quem depende do Porto Camará para entrar ou sair do Marajó, reclama das grandes filas, falta de vagas nas embarcações e dos problemas no atendimento dos funcionários das empresas. Algumas pessoas também reclamam do risco de superlotação em alguns navios.
Na manhã desta sexta feira (1º), mais de cinquenta passageiros, que já haviam comprado passagens, foram obrigados a sair do navio "Soure" e deixados no porto depois de muita confusão.
Sem conseguirem embarcar, os passageiros discutiram com funcionários da empresa. Com mais de duas horas de atraso, eles finalmente conseguiram sair do Marajó. Foto: Dário Pedrosa.
Com passagens na mão, eles estavam sendo impedidos de embarcar por excesso de passageiros, o que mostra que a empresa proprietária do navio Banay vendeu mais passagens que a capacidade comportada na embarcação.
Devido à confusão que se formou no local, o navio saiu somente às 9h da manhã, quando o horário marcado era 6h30. O DOL entrou em contato com a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon) para saber como é feita a fiscalização das embarcações.
Problemas persistem
No final de junho, moradores das cidades de Salvaterra, Soure e Cachoeira do Arari, no arquipélago do Marajó, interditam a rodovia PA-154. Eles reivindicavam a diminuição do preço das passagens de balsa e navio entre o Marajó e Belém. Após alguns dias, os representantes do movimento Marajó Livre chegaram a um acordo com representantes das empresas e do governo e o Porto foi liberado. No entanto, a interdição do porto mostrou os diversos problemas do local.
(DOL, com informações de Dário Pedrosa/Marajó)
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