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Atuação de guardadores de carros divide opiniões

Os guardadores de carros, mais conhecidos como “flanelinhas”, já fazem parte do cenário urbano de grandes capitais. Em Belém, há aproximadamente 2.500 pessoas atuando na profissão, sendo que apenas 1.300 estão credenciadas pelo Sindicato dos Trabalhado

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Os guardadores de carros, mais conhecidos como “flanelinhas”, já fazem parte do cenário urbano de grandes capitais. Em Belém, há aproximadamente 2.500 pessoas atuando na profissão, sendo que apenas 1.300 estão credenciadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estacionamentos Públicos. Nas ruas, a profissão divide opiniões entre os condutores, que muitas vezes se sentem intimidados pela presença deles.

No Brasil, a profissão de guardador de veículo passou a ser regulamentada pela Lei Federal 6.242 em setembro de 1975. Em Belém, a Lei Municipal 8.039, criada em 2001, permite que ‘flanelinhas’ devidamente cadastrados estão aptos a pedir ao condutor uma contribuição pelo seu serviço, sem um valor mínimo determinado. Muitos condutores ouvidos pelo DIÁRIO reprovam a medida, embora reconheçam que a profissão é o meio de sobrevivência de muitas pessoas.

Arthur Valle trabalha no centro comercial de Belém. Por ser uma área difícil de encontrar estacionamento e de constantes roubos, o funcionário público costuma pagar para repararem seu carro, mas não concorda com a atuação de muitos guardadores.

“As pessoas têm que entender que a rua é publica e que não somos obrigados a pagar nenhum centavo para ninguém mas, infelizmente, não é assim que as coisas funcionam. Devido a insegurança que nós vivemos aqui em Belém, eu pago um rapaz por mês para ele cuidar do meu carro. Além de cuidar, ele procura vaga quando não acho e estaciona por conta própria”.

Além de tomar conta dos veículos, os flanelinhas, para acrescentar um ganho extra, se oferecem para lavar os carros dos seus clientes quando há uma relação de confiança. “O rapaz que cuida do meu carro também o lava toda semana. Isso é uma forma dele ser ajudado e de, no meu caso, economizar tempo levando-o para o lava-jato nos finais de semana. Não faço isso com mais ninguém. Ele só tem a liberdade de ficar com as chaves por conhecê-lo há mais de quatro anos e por ser legalizado”, afirmou Arthur.

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(Diário do Pará)

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