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Desembargador será enterrado hoje

O vice-presidente do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), desembargador Cláudio Augusto Montalvão das Neves, que morreu na manhã de ontem, em Belém. Durante todo o dia familiares, amigos, colegas de trabalho e diversas autoridades compareceram ao velório n

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O vice-presidente do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), desembargador Cláudio Augusto Montalvão das Neves, que morreu na manhã de ontem, em Belém. Durante todo o dia familiares, amigos, colegas de trabalho e diversas autoridades compareceram ao velório no salão nobre do plenário do tribunal e lamentaram a perda de um dos mais importantes magistrados do Estado.

“Ele era um lutador desde a época de estudante. Era polêmico, mas muito dedicado à justiça e muito determinado em fazer boas discussões jurídicas”, lembra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, Leonardo Tavares.

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA), Jarbas Vasconcelos, a capacidade de diálogo era uma das suas principais qualidades. “Desde quando era juiz sempre foi muito próximo e aberto ao diálogo com os advogados. Uma de suas maiores características era exercer o lado humano de ser sensível às causas da população”, lembra Vasconcelos.

Natural do Pará, o desembargador iniciou a carreira na magistratura em 1985, após aprovação em concurso público, e chegou ao segundo grau da Justiça paraense em maio de 2006.

Atuou em diversas comarcar do interior como a de Chaves, Paragominas, Santarém e Capanema, além da capital. Na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Belém, Montalvão presidiu mais de 600 julgamentos, destacando-se alguns casos de repercussão como o do assassinato do sindicalista Expedito Ribeiro, do deputado João Batista e da missionária Dorothy Stang.

PERDA

Montalvão lutava há nove meses contra um câncer e, segundo a família, apesar da doença, nunca deixou de trabalhar e se preparava para disputar a próxima eleição à presidência do tribunal. Para a família, o magistrado deixa um legado a ser seguido por todos. “É uma perda muito grande. Ele era um exemplo de pai, marido e profissional. Era um dos desembargadores com o menor acervo de recursos”, lamenta o filho, Flávio Montalvão. O magistrado deixa esposa, dois filhos e três netos. O enterro acontece na manhã de hoje em um cemitério particular de Marituba.

(Diário do Pará)

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