Os moradores do bairro Quinta, em Santo Antônio do Tauá, nordeste paraense, afirmam viver sob constante risco de assaltos durante o período da noite, devido à iluminação pública precária ou mesmo inexistente em alguns locais.
Segundo uma moradora que preferiu não se identificar, a situação é mais complicada na travessa Reinaldo Pereira do Lago, mais conhecida como travessa da Quinta, onde ela afirma que nenhum poste funciona desde dezembro do ano passado.
“É um completo breu, escuridão total. Os moradores da rua ficam todos sujeitos a assalto. Um dia desses executaram um rapaz na rua, mas ninguém viu nada, por que não tinha luz na rua”, afirmou.
Ela diz ainda que, embora os postes não funcionem, a taxa de iluminação pública continua sendo cobrada na conta de energia elétrica. “É um absurdo. Temos que pagar a taxa, mas estamos faz meses sem luz. A única iluminação que tem na rua é das casas onde pessoas fazer uma extensão e colocam lâmpadas na rua”, acrescenta.
Por nota, a Celpa informou que, segundo resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), “a necessidade de troca de lâmpadas da iluminação pública nas ruas da cidade compete a administração pública municipal.”
Sobre o pagamento da taxa, a empresa afirmou que “por meio de convênio firmado com as prefeituras, a Celpa é apenas agente arrecadador da contribuição de iluminação pública que é repassada às administrações municipais para manutenção do referido serviço.”
O DOL tentou contato com a prefeitura de Santo Antônio do Tauá por telefone, mas as ligações não foram atendidas.
(DOL)
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