SAÚDE
O Pará teve o 4º pior orçamento para a área da saúde entre os estados em 2013. Só 9,1% do orçamento do Estado foi direcionado para área - portanto, abaixo do percentual compulsório fixado pela Constituição, de 12%, confirma o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no estudo ESTADIC/2013. Os menores orçamentos proporcionais foram do Rio de Janeiro (7,2%), Mato Grosso do Sul (8,7%), Paraná (9,1%) e Pará (9,1%). No gasto per capita, o Pará tem também o menor valor investido na saúde por habitante: R$ 212,96.
EDUCAÇÃO
O Pará obteve o 5º pior resultado na avaliação da educação do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A pior nota dos estudantes paraenses foi em matemática, com média 360, abaixo da média nacional, que é de 391. Os estudantes paraenses ficaram abaixo da média nacional nos três itens: leitura, matemática e ciências.
IDEB
Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb 2013), divulgados pelo Ministério da Educação, mostram que os alunos das escolas públicas do Pará apresentaram queda no rendimento em todos os níveis. O Pará teve o pior desempenho do Ideb, na soma das notas dos alunos do ensino médio da rede pública estadual com os das escolas privadas, obtendo nota 2,9 (as notas do Ideb vão até 5,0), a mais baixa do Brasil.
Já na avaliação das escolas estaduais, no ensino médio, foi a terceira pior do Brasil, com nota 2,7, quando a meta do Ministério da Educação era de 3,4.
O ensino público na rede do Pará piorou em comparação a 2011, quando o resultado do Ideb para este período foi de 2,8.
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o pior resultado é o de alunos das escolas estaduais. O Ideb caiu de 4,0 em 2011 para 3,6 em 2013, a pior queda na comparação com todas as escolas estaduais das 27 unidades federativas brasileiras. A meta para o ano passado era de que os alunos conseguissem alcançar ao menos nota 3,8.
O baixo desempenho dos alunos das escolas estaduais provocou a queda do índice total do Estado, passando de 4,2 em 2011 para 4,0 em 2013.
O Ensino Médio paraense tem o maior número de estudantes com atraso de mais de dois anos nas séries escolares, com 57,3% das matrículas. Esse percentual inclui escolas públicas urbanas e rurais. Considerando apenas as escolas rurais, são 60,3% dos alunos com idade além da média escolar.
Somente 18,1% dos professores do Ensino Fundamental do Pará possuem licenciatura nas áreas em que atuam. Ou seja, 81,9% lecionam sem nenhuma formação específica na disciplina em que atuam. É uma das piores porcentagens do Brasil, ficando em 6º lugar no ranking dos 10 com menor número de professores licenciados.
ESTRADAS
A 17ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, produzida pela Confederação Nacional do Transporte, mostrou que as condições de tráfego no Pará são as piores do Brasil, com 71,8% da malha viária avaliada in loco por técnicos da Confederação. As estradas do Pará foram consideradas, em sua quase totalidade, como péssimas ou ruins. Alguns desses trechos, como a PA-150 ou a BR-222, de Dom Eliseu a Marabá, estão praticamente intrafegáveis.
SEGURANÇA PÚBLICA
O Pará tem o 5º menor investimento em segurança pública entre as 27 unidades federativas. Uma vida no Pará vale somente R$ 181,41. Este foi o valor pago pelo governo de Simão Jatene por cada cidadão para garantir a segurança durante todo o ano de 2012. O valor per capita fica atrás do Amapá (R$ 55,32 por habitante), Piauí (R$ 78,14), Maranhão (R$ 127,08) e Ceará (R$ 171,56). Paralelamente, segundo o Mapa da Violência 2013, o Pará teve o maior crescimento em número de assassinatos por arma de fogo, com taxa de 307,2%.
O Pará se destaca ainda como a 3ª maior taxa de homicídios do Brasil, com 34,6 mortes por cada 100 mil habitantes. No Pará, o número de assassinatos nos últimos anos aumentou 307,2% - o maior crescimento entre os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal.
IDH
Melgaço, no Arquipélago do Marajó, tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do país, com 0,418, figurando na faixa de cidades com muito pouco desenvolvimento humano, se igualando a diversos países da África. O ranking feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostrou que o Pará é o 24º nas lista de 27 unidades federadas brasileiras. Ou seja, o terceiro pior do Brasil, com índice geral de 0,646.
Dos 16 municípios do Marajó, oito estão entre os 50 piores IDHs do Brasil: Melgaço, Chaves, Bagre, Anajás, Portel, Afuá, Curralinho, Breves, Cachoeira do Piriá, Ipixuna do Pará, Jacareacanga e Porto de Moz. Dos 143 municípios do Estado, 88 apresentaram Baixo Índice de Desenvolvimento Humano. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Pará regrediu na última década, caindo cinco posições no ranking que avalia o índice de desenvolvimento humano das cidades. Caiu do 19º para o 24º lugar.
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
O governo do Pará sofre com a baixa capacidade de movimentar a cadeia econômica do Estado. No ano passado, o Pará teve a 4ª pior variação do número de pessoas desocupadas entre as 27 unidades federativas. Em 2012, a taxa de desocupação das pessoas de 15 anos ou mais de idade era de 5,8. Em 2013, passou para 7,3. As piores variações ocorreram no Rio Grande do Norte, 3,6%, Amapá (2,2), Acre (1,8) e Pará (1,5). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
SANEAMENTO
A pesquisa Pnad 2013 mostra que ocorreu redução de 1,5% no número de domicílios atendidos pela Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará). As ligações de redes de esgoto cresceram apenas 0,5% em um ano e ocorreu basicamente em Belém, deixando os demais municípios paraenses sem nenhuma ligação de esgoto neste período.
Em 2012, apenas 6,3% de todo o Estado contava com redes de esgoto. Em 2013, esse total passou a ser de 6,8%. Belém é uma das piores capitais do Brasil em abastecimento de água, tratamento e coleta de esgotos.
Os resultados demonstram que quase nada ou muito pouco foi investido pelo governo do Pará, por meio da Cosanpa, para solucionar os graves problemas de saneamento básico que o Pará enfrenta em todos os seus 144 municípios. Ananindeua, Belém e Santarém figuram entre as 10 piores situações do Brasil em todas as variáveis analisadas pelo Instituto Trata Brasil.
COSANPA
Quase 142 mil residências em Ananindeua foram abandonadas pela Cosanpa nos últimos três anos. São moradias que não contam com acesso a água tratada pela Companhia de Saneamento do Pará. Isso faz com que o 2º maior município do Pará seja o pior do Brasil em atendimento de água. A média geral de atendimento de água nos 100 maiores municípios do Brasil é de 92,22%. A de Ananindeua é de 27,20%, colocando a cidade paraense como a pior no ranking nacional das grandes cidades, segundo dados do Instituto Trata Brasil com os indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do ano base 2012.
DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), que tem por base dados nacionais sobre educação, saúde, emprego e renda, coloca os municípios do Pará entre as piores situações avaliadas. O estudo, feito anualmente pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, acompanha o desenvolvimento socioeconômico de todos os 5.565 municípios brasileiros em três áreas de atuação: Emprego & Renda, Educação e Saúde. Jacareacanga, São João do Araguaia e Bagre estão entre as 10 piores cidades do país. A pior classificação da Saúde no Brasil é a de Bagre e a de Educação é Jacareacanga. Ao todo, o Pará tem 67 municípios entre as 500 posições mais baixas do ranking. Entre as capitais brasileiras, Belém está na 25ª posição e perde apenas para Macapá (AP).
(Diário do Pará)
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