Ainda em 2005, o novo vice-governador eleito de Jatene já era um ardoroso defensor da divisão do Estado do Pará. No dia 28 de março de 2005, o próprio jornal O Liberal, veículo da campanha de Jatene e Zequinha, publicou notícia com o título: “Bancada do Pará rejeita Separatismo”. Na abertura da matéria, o jornal informava: “Dos 20 parlamentares que compõem a representação do Estado no Congresso, apenas três deputados são favoráveis ao retalhamento do território paraense. Dos 17 deputados federais e três senadores que compõem a bancada paraense, apenas três parlamentares se mostraram favoráveis à criação dos novos Estados: Asdrúbal Bentes (PMDB), Zequinha Marinho (PSC) e Zé Lima (PP)”.
Em 18/11/2009, conforme transcrição das notas taquigráficas da Câmara dos Deputados, Marinho subiu à Tribuna para defender sua tese: “A única saída para viabilizar o desenvolvimento - não tenham dúvida, senhores - é a criação de um outro Estado”.
PRIORIDADE: DIVISÃO
No dia 1º de fevereiro de 2011, na primeira Sessão Plenária da Câmara dos Deputados após as eleições gerais de 2010, o deputado Zequinha Marinho (PSC) ocupou a Tribuna do Plenário da Câmara para informar que uma das prioridades do seu mandato seria a aprovação de plebiscito para que a população do Pará decidisse sobre a divisão do Estado.
No dia 05/05/2011, às 10h42, Zequinha Marinho, que foi autor de vários pedidos de urgência na votação do Projeto de Decreto Legislativo 731 de 2000 (que convoca plebiscito sobre a criação do Estado do Tapajós), protagonizou mais uma efusiva defesa pela aprovação da consulta popular: “Esse plebiscito vai oportunizar ao povo paraense dizer se quer ou não a criação desse novo Estado, que é bom para o Pará e é melhor para o Brasil. Portanto, o PSC, desde o começo e não só agora, vota ‘sim’”.
No mesmo ano, Zequinha Marinho assumiu uma das coordenações da Frente Pró-Carajás, criada juntamente com a Frente Pró-Tapajós, para liderar a campanha pelo “sim” no plebiscito, que ocorreu em 11 de dezembro de 2011 e do qual saíram vencedores os apoiadores do “não” à divisão do Estado.
O plebiscito foi aprovado após muita pressão de políticos paraenses que eram favoráveis à divisão. Dentre eles, um dos mais fervorosos era o próprio Zequinha Marinho. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o plebiscito foi realizado em todo o Estado do Pará, e não apenas nas regiões que queriam a divisão, conforme defendia Zequinha Marinho.
(Diário do Pará)
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