Trabalhadores do serviço de moto-frete em Ananindeua se dizem ameaçados pela gestão atual do município, através da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (Semutran). Atuando no Conjunto Stélio Maroja, os representantes da Associação União Independente dos Mototaxistas de Ananindeua, disseram que, apesar de autorizados pela prefeitura para o exercer a função, o secretário da Semutran ainda não teria assinado o decreto que atesta a legalização da profissão no município.
“O secretário Coronel Machado (Marco Antônio Souza Machado) ameaçou me processar cível e criminalmente por uma suposta reportagem em que eu teria feito acusações contra agentes da Semutran. Se chegar essa intimação, vamos reagir com respaldo em cima da ação. Vamos acionar nosso advogado, porque com isso, acreditamos que a Associação será cada vez mais perseguida”, disse Marcelo Souza, presidente da Associação.
Dentre as principais reivindicações dos trabalhadores, estão a assinatura do decreto de legalização dos mototaxistas e a entrega de 34 novas concessões que permite aos trabalhadores exercerem a função no município.
“Eles querem apreender veículos, aplicando multas que chegam a R$ 600 reais, o guincho e mais a diária de serviço. Mas nós entendemos que se não temos a assinatura do secretário então, não é justo que eles exijam que nos enquadremos no Código de Posturas que rege o decreto dos mototaxistas”, disse o integrante da associação Marcelo Borges.
Na última semana, os mototaxistas fizeram uma manifestação para cobrarem suas reivindicações. “Queremos trabalhar com nossos direitos garantidos. E se não escutarem as nossas reivindicações podem ter certeza que nós faremos uma nova manifestação”, declarou o integrante Joel Madson.
O universitário Victor Vasconcelos, de 27 anos, disse que para usar o serviço de moto-frete é preciso que o cliente conheça anteriormente a pessoa. “Sempre que dá eu apanho um mototáxi de confiança. E para fugir do engarrafamento, a moto é mais apropriada”, disse.
Benedito dos Santos, de 35 anos é outro usuário que não dispensa a utilização do serviço. “Moro aqui no Conjunto Stélio há mais de dez anos e sempre que ando por aqui que é um Conjunto razoavelmente grande, vou de mototáxi. Além de chegar mais rápido no local, a gente fica longe do perigo de ser assaltado”, avaliou.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar