Moradores da Cidade Nova II e VI denunciam o crescimento no número de assaltos, o que leva a uma sensação de insegurança nas ruas a qualquer hora do dia. Com receio, muitos moradores não saem de casa a partir de um determinado horário.
Na Cidade Nova VI, Sandra Batista que tem um pequeno comércio dentro da casa dela diz que convive com o medo e que não há policiamento eficiente na área. “Quando dá meio-dia, uma hora eu fecho o portão de casa e atendo só por trás da grade porque essa é a hora que o movimento cai, a rua fica deserta e os assaltantes vêm mais de moto, passam direto por aqui. Quando chega esse horário tem que trancar tudo. Quase não vejo polícia passar, é muito difícil”, disse.
A estudante Joice Araújo foi assaltada duas vezes nas proximidades da casa dela. A segunda vez foi em outubro passado. A estudante cursa o turno da noite e foi assaltada perto da residência quando voltava da aula.
O mais inacreditável é que o assaltante vinha com uma criança na garupa da moto. “Eu saí da aula e quando já estava aqui na esquina um homem numa moto passou por mim, aí deu o retorno, voltou e me abordou pedindo o celular. Ele disse que estava armado, mas na hora não vi e ele ainda estavam com uma criança na moto, os dois bem vestidos, nunca imaginaria”.
RONDA
Segundo a estudante, a Polícia Militar faz ronda em frente a escola enquanto os alunos estão dentro da sala de aula, mas no horário de saída eles ficam desamparados. “Eles deviam ficar na frente da escola enquanto a gente sai, já que o fim da aula é 22h, mas eles aparecem antes”.
Em nota a PM afirmou que o policiamento na região é de caráter permanente, 24h, com rondas em viaturas, apoio de policiais em motocicletas, policiamento a pé e posto de policiamento. Disse ainda que a PM tem intensificado as operações.
(Diário do Pará)
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