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Acidentes preocupam pedestres e motoristas

Ainda que executada de forma cautelosa e obedecendo às normas de trânsito, a travessia pelo corredor expresso do BRT, na avenida Almirante Barroso, é sempre acompanhada pela tensão. Desde que o trânsito de algumas linhas de ônibus urbanos foi liberado, e

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Ainda que executada de forma cautelosa e obedecendo às normas de trânsito, a travessia pelo corredor expresso do BRT, na avenida Almirante Barroso, é sempre acompanhada pela tensão.

Desde que o trânsito de algumas linhas de ônibus urbanos foi liberado, em janeiro deste ano, a ocorrência de acidentes no corredor é frequente e preocupa não apenas motoristas, mas também pedestres.

Desde a inauguração, em janeiro, até agosto, já foram contabilizados 25 acidentes, dos quais três com vítimas fatais.Habituado a atravessar na faixa de pedestre no cruzamento das avenidas Almirante Barroso e Júlio César, o operador de caixa Ademir Lopes Júnior não esconde a preocupação.

Ainda que só atravesse na faixa quando o sinal já está vermelho para os carros, as frequentes notícias de acidentes graves no local lhe causam preocupação. “Com todos esses acidentes, a gente fica constrangido porque essa obra poderia ser melhor”, acredita.

“Tem uma parte do BRT na (avenida) Almirante que é gradeada, mas tem umas partes que não são e é onde o risco de acidente é maior. Eu já atravesso com medo de repente de vir um ônibus”.

Reconhecendo a necessidade de um transporte mais eficiente na avenida que costuma abrigar congestionamentos em horários de pico, Ademir acredita que alguma solução deveria ser buscada pelo poder público para inibir os acidentes.

“A gente tem necessidade de um transporte mais rápido, muita gente utiliza os ônibus expressos, mas deveria ter uma solução pra esses acidentes”, acredita. “A gente não aguenta mais ver essas notícias (acidentes no BRT) na televisão”.

ORIENTAÇÃO

Também pedestre, a funcionária pública Roberta de Nazaré acredita que o problema está na conscientização dos transeuntes e motoristas.

“Eu mesmo quando chego no cruzamento e o sinal já está aberto pra mim, fico com medo de atravessar porque não sei se vai dar tempo. Mas tem muita gente que atravessa sem prestar atenção e esquece que depois da pista ainda tem o corredor do BRT”, avalia.

“Esse problema todo passa por um problema de conscientização das pessoas e dos motoristas. Às vezes por uma pressa a pessoa acaba perdendo a vida”.

Motorista de um táxi cujo ponto fica na esquina de um dos cruzamentos onde já foram registrados acidentes no corredor do BRT, João da Cruz e Souza acredita que deve haver uma política de educação no trânsito que controle, de alguma forma, a ocorrência de acidentes no local.

“Infelizmente alguns condutores não têm preocupação com o trânsito e os acidentes acontecem por imprudência. Eu já vi muito acidente aqui nesse BRT por avanço de sinal no cruzamento”, acredita. “Mas também é preciso bom senso da prefeitura pra conscientizar, fazer alguma coisa”.

Um dos acidentes que mais chocou dentre os já ocorridos no corredor expresso, no cruzamento da avenida Almirante Barroso com a travessa Lomas Valentinas, ocasionou a morte do motoqueiro Antônio Maria Soares da Silva, 49 anos, em agosto deste ano.

Ao tentar atravessar a Almirante Barroso, o homem acabou atingido e arrastado por um ônibus da linha Icoaraci-Almirante Expresso por aproximadamente 30 metros.

Em nota a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana e Belém (Semob) afirmou “que a maioria dos acidentes ocorridos no BRT tiveram como causa a imprudência dos veículos de passeio e de pedestres que realizaram manobras proibidas ou não utilizaram formas seguras de travessia e circulação”.

Disse ainda que a Almirante Barroso recebeu reforço de sinalização vertical e horizontal, para alertar pedestres e condutores, entre outras coisas, do perigo de se invadir a pista expressa.

“Além disso, uma ampla campanha de educação foi realizada ao longo da Almirante Barroso durante dois meses, cujo os alvos foram condutores, ciclistas e pedestres do entorno”, diz a nota.

(Diário do Pará)

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