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Sem atendimento, pais fundam Casa do Autista

Após dificuldades no atendimento de seus filhos com autismo, um grupo de pais optou por não esperar pelo poder público para ajudar as crianças. A iniciativa teve início com Dorivaldo Gatti Jr.,técnico em edificações, após ver seu filho não receber atendi

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Após dificuldades no atendimento de seus filhos com autismo, um grupo de pais optou por não esperar pelo poder público para ajudar as crianças.

A iniciativa teve início com Dorivaldo Gatti Jr.,técnico em edificações, após ver seu filho não receber atendimento no hospital Betina Ferro, da Universidade Federal do Pará (UFPA), em 2013.

O autismo é um distúrbio no desenvolvimento da criança. Ela causa transtorno na comunicação, provocando dificuldade na fala e de interação. Em geral, muitas crianças costumam se isolar. Já outras optam comportamentos repetitivos e rotineiros; alguns também apresentam dificuldades sensoriais.

A revolta com a falta de atendimento se transformou em ação e, juntamente com outros pais, Dorivaldo fundou a Associação dos Pais e Amigos de Autistas do Pará, a Casa do Autista, na qual é presidente.

A iniciativa cresceu e se tornou um espaço físico, em Marituba, que atende atualmente 25 crianças até 12 anos. A demanda, no entanto, é bem maior, como contou o presidente da associação em entrevista à reportagem do DOL. “Estima-se que somente na Região Metropolitana de Belém haja mais de 20 mil pessoas com autismo e, em Marituba, seriam cerca de 350. Estamos longe de atender esta demanda, mas já começamos e epseramos alcançar boa parte desses jovens”.

Em outras cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília já existem propostas semelhantes e serviram como inspiração para a construção da casa no estado. “Visitamos as casas de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte. Há uma outra casa, a ‘Casa Esperança’, em Fortaleza, que também atende autistas, mas de lá pra cá (referindo-se à região Norte) não temos nada nem contamos com a ajuda do governo”, destacou Dorivaldo.

Por se tratar de uma iniciativa recente, já que a casa funciona há cerca de dois meses, ainda não há uma rede de parceirias que possibilite maior número de atendimentos e também ampliação para outras cidades. “Também pretendemos daqui a um tempo ir para cidades-pólo, como Belém, Santarém e Parauapebas ou Marabá”, informou Gatti Jr.

A casa

A Casa do Autista está localizada na rua Pedro Mesquita, nº1450, próxima a Praça da Matriz, em Marituba. A Casa funciona de segunda à sexta, de 8h às 12h para atendimento clínico e terapêutico e de 14h às 17h o funcionamento é administrativo. Quem tiver interesse em colaborar ou ser voluntário ou mesmo quiser saber mais informações pode entrar em contato através dos números 9 9224-9644, 9 8018-6507 ou 9 96283239.

O espaço conta com uma equipe de profissionais como fonoáudioólogos, psicólogos, psiquiatras e terapeutas ocupacionais, entre outros. A maioria dos profissionais são voluntários.

(DOL)

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