Um ato aparentemente simples, como lavar as mãos, pode ser bastante penoso para os moradores da passagem Liberato de Castro, no bairro do Guamá, em Belém. Isso porque os moradores afirmam que sofrem com a falta de água há um ano, e que para conseguir o líquido precisam carregar baldes todos os dias.
“A situação foi aumentando gradativamente. Primeiro faltava água em alguns dias, ou ficava muito fraca. Depois foi faltando por mais tempo. Há cerca de dois meses a situação ficou crítica, e não há mais água em nenhum cano, só em uma torneira na garagem”, afirmou uma moradora, que preferiu não se identificar.
“Nós tivemos que comprar uma mangueira para poder encher os baldes, que usamos pra tudo. O chuveiro mesmo não é usado há um ano, por que não tem água”, continuou a moradora. “Nas casas vizinhas é a mesma situação: carregar baldes e comprar água mineral para beber.”
Ela afirma ainda que chegou a procurar a Cosanpa, mas nunca recebeu uma resposta da companhia. “A atendente afirmou que já havia recebido denúncias sobre a situação na área. Mesmo assim, a gente reclamava e eles falavam que iam enviar um equipe em até dois dias, mas nunca chegou ninguém”, disse.
NOTA
Por nota, a Cosanpa informou ao DOL que devido ao crescimento populacional, o Guamá “passa por um período de ampliação e expansão do abastecimento” e que “os problemas na passagem estão sendo acompanhados e solucionados conforme o possível.”
O órgão ainda afirma que é “necessária uma expansão de rede, cujo projeto já consta na companhia para desenvolvimento”, mas que “para a demanda atual, a Cosanpa vai enviar uma equipe amanhã (08) a partir das 08h da manhã para fazer uma avaliação do problema e providenciar o reparo.”
(Gustavo Dutra/DOL)
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