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Espera de moradores já dura 13 anos

Cerca de 700 famílias que seriam beneficiadas com o projeto de urbanização da Vila da Barca, no bairro do Telégrafo, ainda aguardam pela retomada das obras iniciadas há 13 anos. Até agora apenas 148 unidades habitacionais foram construídas e entregues. O

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Cerca de 700 famílias que seriam beneficiadas com o projeto de urbanização da Vila da Barca, no bairro do Telégrafo, ainda aguardam pela retomada das obras iniciadas há 13 anos. Até agora apenas 148 unidades habitacionais foram construídas e entregues. O quantitativo representa apenas 20% do total de 736 unidades prometidas ainda no início do projeto.

Moradora da Vila da Barca, Sandra Contente, vice-presidente da Associação dos Moradores da Vila da Barca, está entre as centenas de pessoas que moram em palafitas e ainda esperam pela conclusão das obras. Segundo ela, 78 moradores da primeira etapa do projeto e 230 da segunda recebem o auxílio-aluguel de R$ 450, pois tiveram que entregar suas casas que estavam na área de execução do projeto.

“Sempre esses moradores estão mudando de casa, pois o benefício é pouco e o aluguel é sempre mais, uns R$ 500, R$ 600, fora a água e a luz. Tem senhoras que já estão doentes por conta dessa situação de viver se mudando e quando chega o dia de pagar o aluguel elas não sabem o que fazer. A CGU (Controladoria-Geral da União) já veio aqui fazer uma avaliação, pois é muito dinheiro que está sendo jogado fora”, afirma Sandra.

PROJETO
O projeto, que foi desenvolvido dentro do programa do governo federal, Palafita Zero, passou para o Programa de Aceleração do Crescimento I (PAC I) e hoje pertence ao PAC II. Segundo Sandra, o atual prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, prometeu a retomada das obras durante a campanha eleitoral. Contudo, até agora nada foi feito e os moradores continuam enfrentando as mesmas mazelas sociais de 13 anos atrás, como a falta de saneamento básico.

“Eu acho que o prefeito não sabia como estava a situação do projeto”, disse. “Ele ficou de nos dar uma resposta sobre isso até este mês, agora já foi adiado para 15 de março. Vamos esperar, mas, se ele não der uma resposta, vamos procurar o Ministério Público e a Polícia Federal para entrar com uma ação e ocupar as casas que estão abandonadas”, afirmou.

Inacabadas, dezenas de casas erguidas pelo projeto estão abandonadas e hoje servem de abrigo para meliantes e usuários de drogas. A situação preocupa os moradores, que não têm sossego, pois são obrigados a conviver com a criminalidade. Como se não bastasse, a comunidade sofre ainda com constantes alagamentos e pede que a prefeitura faça um mutirão para melhorar a situação no local. A reportagem tentou entrar em contato a prefeitura, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.

(Diário do Pará)

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