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Hemopa diz que gay foi impedido temporariamente

A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) enviou um documento para a Defensoria Pública do Pará explicando os motivos pelos quais o servidor Pedro Ivo Couto não pôde doar sangue. Ele denunciou que foi impedido pela orientação sexual.

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A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) enviou um documento para a Defensoria Pública do Pará explicando os motivos pelos quais o servidor Pedro Ivo Couto não pôde doar sangue. Ele denunciou que foi impedido pela orientação sexual.

Segundo o documento assinado pela presidente da Fundação, Ana Saraiva, a inaptidão do servidor para doar sangue é em caráter temporário. “Com efeito, para fins da portaria supramencionada, considera-se doador inapto temporário, aquele que se encontra impedido de doar sangue para outra pessoa por determinado período de tempo, podendo realizar doação autóloga quando possível e necessário, sendo autóloga a doação do próprio paciente para eu uso exclusivo”, cita o texto.

A presidente do hemocentro diz ainda que os critérios que permitem ou impedem uma doação de sangue são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde. “Foram dados todos os esclarecimentos necessários sobre o caso ao senhor Pedro Ivo, lhe sendo devidamente explicado que o embasamento de sua inaptidão é temporário e que a conclusão obtida no presente caso foi decorrente das informações prestadas por ele quando da realização da triagem clínica, cujo procedimento se faz necessário antes de qualquer doação de sangue, para fins de resguardar saúde e à segurança dos doadores e dos receptores. Tudo efetivado nos termos da legislação que rege a matéria”.

O CASO

Pedro Ivo Couto, de 37 anos, procurou a Defensoria Pública do Estado depois que foi impedido de doar sangue pelo Hemopa, segundo ele após declarado ser homossexual e com parceiro fixo há mais de um ano e meio.

Depois de ter passado por duas triagens, na terceira o servidor disse ter sido constrangido pela médica Sheila Melyse Aguiar, ao responder pergunta confirmando união estável com parceiro do mesmo sexo.

Nesta quarta-feira (25), a defensora pública Felícia Fiúza, que acompanha o caso, , volta a se reunir com o servidor para informa-lo sobre a resposta do Hemopa.

(DOL com informações da Defensoria)

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