A equiparação salarial dos médicos do Programa Estratégia Saúde da Família (ESF) com o dos profissionais cadastrados no Mais Médicos foi o principal assunto tratado na reunião de ontem entre a categoria e o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa). Segundo o Sindicato, os profissionais do ESF recebem remuneração de R$5.500 líquidos, enquanto que os profissionais do programa Mais Médicos que têm a mesma carga horária, recebem R$ 10 mil, o que é um desestímulo para os profissionais.
Além da questão salarial, os médicos acusam a direção das unidades de saúde de assédio moral. “Eles nos cobram frequência que se não for cumprida levamos falta e descontam nos nossos salários. Enquanto isso, a prefeitura não dialoga com a gente e as unidades não oferecem condições de trabalho”, acusa o médico do ESF do bairro do Una, Fernando Bastos. Para ele, a estrutura do ESF não está preocupada com o paciente, mas nos pedidos de exoneração. Na opinião da categoria presente na reunião, o assédio moral pelo qual estariam passando tem como propósito forçar a substituição dos médicos antigos pelos do Mais Médicos.
Os profissionais também denunciaram a ausência de vínculo contratual para os médicos do ESF, assim como a falta de segurança quando realizam o trabalho de visitação nas residências. “Os médicos realizam o trabalho de rua sem a menor segurança. Os assaltos e até agressões são constantes”, questiona Bastos.
A reportagem tentou contato, à noite, com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), mas não conseguiu.
(Diário do Pará)
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