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Maré alta pode provocar mais prejuízos em praia

Moradores de Ajuruteua aguardam com grande apreensão as águas de março, que costumam ser a maior maré do ano, durante o período das chuvas, enquanto encaram os prejuízos ocorridos durante a lua nova de fevereiro, nos dias 20 e 21, quando a praça Hilário F

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Moradores de Ajuruteua aguardam com grande apreensão as águas de março, que costumam ser a maior maré do ano, durante o período das chuvas, enquanto encaram os prejuízos ocorridos durante a lua nova de fevereiro, nos dias 20 e 21, quando a praça Hilário Ferreira e oito casas e cinco pousadas foram destruídas pela força das águas. Ontem, terça-feira, 24, uma equipe da Defesa Municipal esteve no local para orientar as pessoas que moram em áreas de risco a deixarem suas casas, pelo menos nesta temporada de marés altas.

Todo março e setembro é tempo de suspense para quem vive em Ajuruteua, praia localizada a 36 quilômetros do centro de Bragança. São durante esses dois meses que as marés ficam mais altas. Em março durante a lua nova e em setembro, na lua cheia. Entretanto, este ano, o fenômeno foi antecipado para fevereiro, devido à força do vento, que cooperou para o avanço das águas ser maior que de costume. “A ponta do lado esquerdo, de quem está de frente para o mar, onde ficava o condomínio Pitiú, que já desapareceu há aproximadamente 08 anos, já foi invadida pela maré em mais ou menos um quilômetro, e o mesmo está acontecendo com o outro extremo. Das oito casas que caíram, seis ficavam na ponta direita, uma área que antes era menos avariada durante as marés altas, e desta vez foi a mais atingida”, explicou o morador e comerciante Uledenir Cunha.

MORADORES DEVEM DEIXAR RESIDÊNCIAS

Uma equipe da Defesa Civil Municipal esteve na praia durante a tarde ontem, para prevenir os moradores que moram nas áreas de risco quanto ao perigo eminente em que se encontram. “A identificação e isolamento dessas áreas mais sujeitas à erosão foram a primeira medida que adotamos ao chegarmos ao local. Entretanto, as pessoas sequer cogitam a possibilidade de deixar suas residências, ainda que temporariamente, até o final das águas de março, quando além de seus pertences, estão colocando também suas vidas em risco”, disse o inspetor Ubiranilson, coordenador da equipe da Defesa Civil quer está dando suporte aos moradores da praia desde a última sexta-feira.

Diante da expectativa em que estão os envolvidos no processo de erosão em que se encontra Ajuruteua, a Defesa Civil já está programada para disponibilizar uma equipe para estar de sobreaviso na praia, durante o período de 18 a 20 de março, quando é esperada mais uma maré alta. Durante a operação, a Defesa Civil contará com caminhões para transportar os pertences daqueles que optarem por desocupar seus recintos, antes de ser surpreendido por mais uma água com a força além da esperada. “Todos os anos, há moradores e comerciantes que estão nas áreas de risco e acabam perdendo suas coisas, entretanto, por conta de alguns que escapam, perdura um otimismo em relação à resistência, acabando por expô-los ao risco de vida”, concluiu o inspetor.

(Diário do Pará)

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